PM e assessor: quem são os suspeitos de formar núcleo político do CV

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A Polícia Civil do Amazonas mapeou a existência de um “núcleo político” dentro de um esquema do Comando Vermelho (CV) responsável por viabilizar a entrada de drogas da Colômbia no Brasil e a distribuição a partir do Amazonas.

Segundo as investigações, a facção contava com a colaboração de servidores públicos lotados em diferentes esferas do poder, incluindo o Tribunal de Justiça do Amazonas, a Assembleia Legislativa e a Polícia Militar.

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Alguns dos alvos são Adriana Almeida Lima, ex-secretária de gabinete na Assembleia Legislativa do Amazonas; Anabela Cardoso Freitas, investigadora da Polícia Civil; Alcir Queiroga Teixeira Júnior; Bruno Renato Gatinho Araújo; Izaldir Moreno Barros, servidor do Tribunal de Justiça do Amazonas; Josafá de Figueiredo Silva, ex-assessor parlamentar; Osimar Vieira Nascimento, policial militar; e Ronilson Xisto Jordão.

O grupo foi alvo de uma operação deflagrada nesta sexta-feira (20/2), com mandados de prisão e busca cumpridos em seis estados. Até o último balanço, 14 pessoas haviam sido presas.

Eles seriam responsáveis por facilitar acessos, intermediar interesses, proteger integrantes do grupo e, em alguns casos, tentar obter informações sobre investigações em andamento.

Investigação

A apuração começou após a apreensão de cerca de 500 tabletes de skunk, sete fuzis, embarcações e veículos usados no transporte da droga. A partir desse episódio, os investigadores reconstruíram a cadeia de comando da facção.

O esquema funcionava com divisão de tarefas. Havia operadores logísticos, responsáveis pelo transporte. Financiadores, que bancavam as cargas. E colaboradores que atuavam dentro do poder público.

Empresas de fachada, principalmente nos ramos de transporte, locação e logística, eram usadas para dar aparência legal às operações. Segundo a polícia, os dados financeiros dessas empresas não condizem com a capacidade econômica declarada.

A estimativa é de que a organização tenha movimentado cerca de R$ 70 milhões desde 2018.

As drogas eram adquiridas na região de fronteira com a Colômbia, levadas ao Amazonas e, depois, redistribuídas para outros estados. Veículos alugados em nome de terceiros e embarcações sem vínculo direto com os líderes eram usados para dificultar o rastreamento.

Além do tráfico, a investigação aponta indícios de corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e violação de sigilo funcional.

A Polícia Civil afirma que a identificação do núcleo político revela um nível elevado de sofisticação da facção, que não se limitava à atuação armada, mas buscava proteção institucional para sustentar o esquema.

Os presos devem responder por organização criminosa, associação para o tráfico, corrupção, lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio.

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