Plêiades (M45): por que é conhecido como As Sete Irmãs e quando ver a Lua perto dele
A uma distância de 444 anos-luz da Terra, o aglomerado estelar aberto conhecido como Plêiades, também chamado de Messier 45 (M45) ou “As Sete Irmãs”, é um dos objetos mais marcantes do céu profundo. Nos primeiros minutos desta terça-feira (24), ele ficará bem próximo à Lua, aos olhos desarmados.
Sobre o aglomerado estelar das Plêiades:
- Trata-se do objeto Messier mais próximo da Terra e um dos mais proeminentes do céu profundo, com magnitude de 1,6;
- Objetos Messier são regiões do céu catalogadas pelo astrônomo francês Charles Messier no Catálogo de Nebulosas e Aglomerados Estelares, publicado originalmente em 1771, com a última edição em 1966;
- M45 é visto como uma mancha azulada próximo ao ombro da constelação de Taurus;
- Para observação a olho nu, as Plêiades aparecem como uma cópia menor da Ursa Maior cercada por uma nuvem de poeira—um padrão azulado com seis estrelas em destaque, embora haja mais de mil estrelas estimadas, com mais de 100 visíveis com binóculos.
Não, você não leu errado: seis estrelas em destaque. Mas, então, por que são chamadas de “As Sete Irmãs”? Você vai entender onde está a sétima estrela principal mais adiante.


De acordo com o guia de observação astronômica In-The-Sky.org, a aproximação máxima da Lua com as Plêiades ocorrerá às 0h04 (horário de Brasília), quando estarão a apenas 1°10′ de distância.
“Minutos de arco” é a unidade usada na astronomia para indicar ângulos muito pequenos no céu. Se um arco completo tem 360°, 60 minutos de arco equivalem a um grau. Logo, a distância entre a Lua e as Plêiades durante o encontro será um pouco maior que isso.
No entanto, nesse momento, as Plêiades já estarão fora do nosso campo de visão. O par ficará visível por volta das 19h14 da segunda-feira (23), cerca de 36° acima do horizonte no noroeste, pôndo-se às 22h52.
A Lua estará com 52% de iluminação, magnitude de -11,9, e a magnitude de M45 será de 1,3, ambas na constelação de Taurus. Quanto mais brilhante parece um objeto, menor é a magnitude aparente (relação inversa). O Sol, por exemplo, tem magnitude de aproximadamente -27.
O par não ficará perto o bastante para caber no campo de visão de um telescópio, mas será visível a olho nu ou com binóculos.
Onde está a sétima estrela?
Se o aglomerado é visto como um padrão de seis estrelas, por que ele é chamado de “As Sete Irmãs”?
Segundo o guia de astronomia Starwalk Space, a razão é que a aparência do céu era diferente nos tempos antigos, quando o nome foi criado. Naquela época, observadores conseguiam ver a olho nu as sete estrelas principais.
Com o tempo, uma delas desapareceu da vista. A mudança foi causada por Pleione, uma estrela de brilho variável, que mudou de posição no céu ao longo dos séculos. Ela acabou chegando perto demais de Atlas, e as duas são vistas a olho nu como uma única estrela.
Se você ficou curioso para saber mais, as Plêiades continuam sendo um dos alvos mais queridos para observar o céu noturno, seja com binóculos, seja a olho nu, principalmente quando a Lua não ofusca as estrelas mais tênues.
E você, já observou as Plêiades a olho nu ou com binóculos? Deixe nos comentários suas experiências, horários de observação ou fotos que você tenha tirado. Compartilhe também suas dicas para quem está começando a observar o céu e as constelações ao redor de Taurus.

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