Isidório defende prisão perpétua para feminicídio e acelera propostas sobre relações de trabalho
O deputado federal Pastor Sargento Isidório (Avante) afirmou que atua para acelerar a tramitação de propostas ligadas às relações de trabalho na Comissão de Administração e Serviço Público da Câmara dos Deputados, colegiado que preside. Em entrevista à Bahia Notícias no Ar, na Antena 1 Salvador, nesta segunda-feira (23), o parlamentar também comentou a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) de sua autoria que prevê prisão perpétua para condenados por feminicídio.
Segundo Isidório, a comissão tem atribuição sobre temas do funcionamento da administração pública e das relações trabalhistas. Ele afirmou que busca avançar na discussão sobre mudanças na jornada de trabalho, com foco no fim da escala 6×1, evitando distorções que impactem salários e horas de trabalho.
“Importante, que é quem cuida de trabalho, legislativo, executivo, judiciário e o CLT. Tudo referente a trabalho, administração pública, é com essa comissão que eu presidi. E eu lutei para deixar bem encaminhada a aprovação da escala 5×2, sem corte de trabalho e sem aumento de jornada. Porque há uma narrativa equivocada de alguns deputados que querem reduzir salário e ampliar diárias para 12 horas. Não vamos permitir isso. Também vejo como essencial a valorização das mulheres, eliminando desigualdades; a funcionária pública é fundamental, esse direito precisa ser estendido para as demais mulheres”, afirmou.”
O parlamentar também tratou da proposta apresentada por ele para combater o feminicídio. Isidório defende a criação de pena de prisão perpétua para autores desse tipo de crime, por meio de alteração constitucional.
“O projeto que eu tenho contra o feminicídio não admite paliativos. A cada hora a violência contra a mulher aumenta. A minha PEC prevê prisão perpétua. Quando se mata uma mulher, a vida dela é ceifada e o criminoso permanece com chances de reincidir, enquanto a vítima perde tudo. É injusto”, declarou.
De acordo com o deputado, a proposta também prevê a criação de unidades prisionais específicas para condenados por feminicídio, com atividades laborais e educacionais parausbandar a ressocialização.
“Só vai acabar o feminicídio. E, às vezes, digo que tirar a vida de alguém é um patrimônio que Deus deu. Por isso, não deveria ficar solto; o condenado deverá trabalhar, se formar e, inclusive, ajudar a bancar a família da vítima”, afirmou.
Este resumo traz apenas os pontos centrais discutidos pelo deputado, que ressalta a necessidade de adotar medidas que fortaleçam a defesa de trabalhadores e, ao mesmo tempo, enfrentem com rigor a violência contra as mulheres. As propostas estão em discussão na Câmara, com foco em acelerar tramitação e ampliar a proteção às vítimas.
E você, o que acha das ideias apresentadas por Isidório? Deixe seu comentário com sua opinião sobre mudanças na jornada de trabalho, a proposta de prisão perpétua para feminicídio e as medidas de proteção às mulheres na sociedade.

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