A influenciadora Kamylinha, com mais de 11 milhões de seguidores, publicou defesa pública do pai adotivo Hytalo Santos, condenado pelo crime de exploração de adolescentes no último sábado. O caso envolve acusações de tráfico humano e exploração sexual infantil na Paraíba.
Kamylinha foi adotada por Hytalo há sete anos, quando tinha 12 anos. Em publicação nas redes, ela diz que a condenação representa uma injustiça e aponta que houve preconceito, citando homofobia e racismo nas falas do juiz.
Em nota à imprensa, a assessoria jurídica de Hytalo Santos e de Israel Vicente, marido dele, informou que vão recorrer da acusação. A defesa sustenta que, no trecho da sentença, não há pertinência entre o preconceito citado e os fatos discutidos, argumentando que tais características pessoais não guardam relação com o caso.
Relação entre Kamylinha e Hytalo é marcada pela adoção ocorrida há 7 anos. Em 2025, o perfil da jovem, que ultrapassava 11 milhões de seguidores, foi bloqueado pela SPA do Ministério da Fazenda por se tratar de menor de idade fazendo publicidade de casas de aposta. O perfil de Hytalo também foi bloqueado na mesma época. Em resposta, Felca denunciou a prática de adultização e citou Hytalo e Israel em seus vídeos.
Caso e investigações: Hytalo Santos e Israel Vicente foram presos em agosto do ano passado, em Carapicuíba, na região metropolitana de São Paulo, cumprindo mandados da 2ª Vara da Comarca de Bayeux, na Paraíba. As investigações tratam de tráfico humano e exploração sexual infantil.
Contexto legal: a pena para tráfico humano é de 4 a 8 anos, com aumento de até um terço a metade se o crime for contra criança ou adolescente, podendo chegar a 12 anos de prisão. Os dois eram alvo de investigações do Ministério Público da Paraíba por suspeita de explorar crianças e adolescentes nas redes sociais. Felca havia citado Hytalo em vídeos que denunciavam a adultização de jovens, o que contribuiu para o banimento de Hytalo do Instagram.
Dinâmica dos crimes atribuídos: segundo as investigações, Hytalo gravava danças com menores de idade, muitas vezes em roupas diminutas, ganhando dinheiro com a divulgação. Ele criou uma casa chamada de “mansão” e levou algumas crianças para morar com ele, com a autorização dos pais. O grupo foi chamado de “filhos”, e os jovens recebiam suporte financeiro, moradia, alimentação e educação em troca de aparecerem nos conteúdos. A ostentação incluía a distribuição de celulares, carros e até cirurgias estéticas para as adolescentes.
Convite à reflexão: o caso ganhou ampla repercussão por meio dos relatos e de vídeos que questionam a exploração de menores nas redes sociais, bem como pelas ações do MP na Paraíba. O desfecho ainda depende de recursos e de continuidade das investigações.
E você, o que acha dessa história? Deixe seu comentário com sua visão sobre o papel das redes sociais, a proteção de menores e a responsabilidade dos influenciadores. Sua opinião importa para entender esse tema complexo que envolve direitos de crianças e mídias digitais.




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