A poucos meses da Copa do Mundo de 2026, o México enfrenta uma grave crise de segurança. Uma onda de violência que se intensificou no fim de semana elevou o alerta em várias regiões, com foco em Jalisco, após a morte do narcotraficante Nemesio “El Mencho” Oseguera, líder do cartel Jalisco Nueva Generación.
Segundo dados oficiais, ao menos 25 integrantes da Guarda Nacional morreram em seis ataques ocorridos em Jalisco. As ações também resultaram na morte de 34 suspeitos e de outras três pessoas.
O México é um dos anfitriões da Copa do Mundo de 2026, ao lado dos Estados Unidos e Canadá. As partidas no país estão marcadas para as cidades de Cidade do México, Guadalajara e Monterrey. Até o momento, a FIFA não se pronunciou oficialmente sobre os episódios de violência.
Impactos já atingem o calendário esportivo. No domingo (22), o clássico entre Chivas Guadalajara e América do México, válido pelo Campeonato Mexicano Feminino, foi cancelado por motivos de segurança. A partida seria disputada no Estádio Akron, em Guadalajara.
Na região metropolitana, confrontos entre forças de segurança e integrantes do crime organizado foram registrados em diferentes pontos. Relatos da imprensa indicam bloqueios de rodovias com veículos incendiados ou roubados, além de tumultos e disparos no aeroporto local.
Em âmbito nacional, há registros de bloqueios de rodovias em pelo menos 20 estados. Embora a abrangência seja ampla, os episódios mais intensos concentram-se em Jalisco, com ônibus e carros incendiados e danos a prédios públicos e estabelecimentos comerciais. Ao todo, o Mundial 2026 prevê 13 partidas no México: Cidade do México recebe cinco jogos (incluindo a abertura), Monterrey hospeda quatro e Guadalajara quatro, todos na fase de grupos.
Esses acontecimentos mostram como a segurança pode influenciar grandes eventos, mesmo com a proximidade do Mundial. E você, como vê o impacto dessa crise na preparação e na condução do torneio? Compartilhe sua opinião nos comentários e participe da conversa.

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