Valdemar Costa Neto, presidente do PL, afirmou nesta segunda-feira (23/2) que o ministro Alexandre de Moraes, do STF, só vai retirar o ex-presidente Jair Bolsonaro do regime fechado após as eleições de outubro. A declaração reforça a tensão entre aliados e o ritmo da atuação política: Bolsonaro permanece preso desde 15 de janeiro no Batalhão da Polícia Militar anexado ao Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. Anteriormente, ele ficou detido na Superintendência da Polícia Federal da capital federal, desde 22 de novembro do ano passado.
Valdemar também sinalizou que, se não vencerem a eleição, Bolsonaro pode ficar “mais 8 anos” sob regime fechado, acreditando que Moraes não permitirá a saída antes do pleito, mesmo diante de dificuldades de saúde. A observação foi feita durante jantar promovido pelo grupo Esfera Brasil, em um restaurante na zona oeste de São Paulo, com a presença do presidente do União Brasil, Antonio Rueda.
Além disso, Valdemar indicou que, para o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ter sucesso na Presidência, três nomes precisam “entrar de cabeça” na campanha: o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos); o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG); e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que tem capilaridade nacional.
Em outro ponto, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, que vive há um ano nos Estados Unidos, usou as redes sociais para reclamar que a esposa do pai não estaria se dedicando à pré-campanha de Flávio à Presidência. Valdemar afirmou que a situação está se dissipando e lembrou que, antes da pré-candidatura de Flávio, Jair Bolsonaro, Tarcísio de Freitas e Michelle Bolsonaro eram os únicos nomes que o PL via como capazes de enfrentar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
“Ela é um fenômeno”, complementou Valdemar, ao mencionar Michelle, que enfrenta ajustes na dinâmica familiar e na decisão sobre a participação direta na campanha com Flávio. Ele afirmou ainda que, quando os diálogos em Brasília começarem, com Flávio conversando com Michelle e o PL dialogando com ela, a ex-primeira-dama deverá entrar na campanha para valer.
O cenário descrito evidencia as dificuldades internas do PL em alinhar alianças estratégicas para a disputa presidencial. Deixe sua opinião nos comentários: você acredita que o timing das alianças citadas pode influenciar o desempenho de Flávio Bolsonaro?

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