A presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Kirsty Coventry, informou que a entidade vai apurar se o presidente da Fifa e membro do COI, Gianni Infantino, comprometeu o princípio de neutralidade da Carta Olímpica. A avaliação surge após a presença de Infantino na abertura do Conselho da Paz, em Washington, D.C., na última quinta-feira (19), a convite do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Durante o evento, Infantino utilizou um boné com referências políticas e anunciou uma parceria entre a Fifa e o Conselho da Paz para a reconstrução de Gaza, incluindo a instalação de 50 campos de futebol em áreas escolares, cinco campos oficiais, uma academia e um estádio com capacidade para 20 mil pessoas.
A Carta Olímpica estabelece que os integrantes atuem de forma independente de governos ou organizações que possam influenciar voto ou ação. Coventry afirmou que o COI vai analisar os documentos assinados no encontro para verificar se houve interferência política nas funções do dirigente.
Ao longo das declarações, o COI informou que a participação de Infantino não configura ruptura da neutralidade. A entidade argumenta que a cooperação entre a Fifa e o Conselho da Paz tem caráter humanitário e de desenvolvimento esportivo, inserindo-se nas atividades de uma federação internacional.
A presença ocorre em meio aos preparativos para a Copa do Mundo de 2026, que terá os EUA como sede principal ao lado do México e do Canadá. O debate sobre a conduta do dirigente envolve a acumulação de funções na Fifa e sua posição como membro do COI, cargo que exige compromisso formal com a isenção política. A apuração interna deve observar o uso de símbolos partidários e a assinatura do acordo em Washington para verificar potenciais violações aos estatutos do esporte.
Fique atento aos desdobramentos e compartilhe sua opinião sobre o papel do COI, a neutralidade no esporte e a relação entre FIFA e iniciativas externas em Gaza. Deixe seu comentário abaixo para acompanhar os próximos capítulos desse debate.

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