Guerra na Ucrânia completa 4 anos com perseguição religiosa intensa contra igrejas protestantes em áreas ocupadas pela Rússia

Publicado:

compartilhe esse conteúdo

Quatro anos de guerra entre Rússia e Ucrânia chegam hoje, e relatos de líderes religiosos e de organizações de direitos humanos apontam assédio e violência crescentes contra grupos religiosos em áreas sob controle russo. Igrejas protestantes na Ucrânia estão entre os alvos, com operações, encerramentos e intimidação para moldar o cenário religioso conforme os interesses políticos de Moscou.

Desde a invasão de fevereiro de 2022, as autoridades de ocupação passaram a restringir ou remover grupos considerados desleais. Em regiões sob domínio russo, as igrejas protestantes são forçadas a encerrar atividades ou registrar-se sob regulamentações russas, algo que muitas congregações recusam.

Pastores e fiéis relataram detenções, interrogatórios e confisco de propriedades. Um caso amplamente divulgado envolve o pastor batista Sergey Ivanov, que liderava uma congregação no sul da Ucrânia ocupada; ele foi detido pela acusação de cooperar com autoridades ucranianas e de não cumprir o registro exigido pelas leis russas. Os cultos foram interrompidos e o templo permaneceu fechado durante o interrogatório.

Clérigos ortodoxos também sofrem restrições. Na Crimeia, o padre Serhii Mykhalchuk, da Igreja Ortodoxa da Ucrânia, relatou assédio e pressão legal após a anexação; tribunais ordenaram o despejo da paróquia da catedral em Simferopol e a apreensão de propriedades por recusarem registrar-se conforme as normas russas ligadas à Igreja de Moscou.

Ativistas pela liberdade religiosa apontam que essa atuação faz parte de uma campanha para erodir a sociedade civil e substituí-la por instituições alinhadas a Moscou. Igrejas envolvidas em ações humanitárias e em atividades comunitárias têm sido alvo de escrutínio, com autoridades ocupantes as acusando de vínculos com governos ocidentais. Em áreas ocupadas, estruturas ligadas à Igreja Ortodoxa Ucraniana são usadas como canal para promover a agenda política de Moscou, dificultando distinguir fé de política.

Embora muitos fiéis mantenham práticas religiosas independentemente da política, as autoridades de ocupação promovem clérigos alinhados a Moscou e marginalizam líderes leais a Kyiv, o que aponta para o estreitamento da liberdade religiosa nessas regiões. A situação das igrejas permanece um indicador importante dos direitos humanos no conflito.

Como você vê o papel das instituições religiosas nesses territórios em meio ao conflito? Compartilhe sua opinião nos comentários.

Facebook Comments

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Professor cristão do ensino fundamental é ameaçado de demissão por se recusar a ler livro com temática LGBT

Um professor do primeiro ano da KIPP Antioch College Prep Elementary School, em Nashville, Tennessee, afirma ter sido ameaçado de demissão e transferido...

Evangélicos se manifestam em apoio ao Dia da Bíblia na Guatemala

A Aliança Evangélica da Guatemala divulgou uma declaração pública expressando preocupação com a polarização em torno do Decreto 5-2025, que institui o Dia...

Escolas são usadas como bases militares expondo crianças ao risco, denuncia mãe cristã no Irã

Nos últimos dias, uma mistura de esperança e ansiedade tomou conta de famílias iranianas, diante das negociações entre Irã e Estados Unidos. O...