Resumo: Deputados e senadores bolsonaristas estariam tentando costurar um acordo para enterrar a instalação de uma CPMI de investigação do Banco Master, em troca da derrubada do veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao projeto da dosimetria das penas dos condenados pelos atos do 8 de janeiro. A acusação foi feita pelo deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) em vídeo publicado nas redes sociais.
A informação é corroborada pela Folha de S.Paulo, que aponta que a cúpula do Congresso pode votar, no início de março, o veto presidencial ao PL da Dosimetria, desde que a oposição desista de pressionar pela instalação da CPMI do Banco Master. O texto da Dosimetria pode reduzir o tempo de prisão de Jair Bolsonaro (PL) de 6 a 8 anos em regime fechado para um intervalo entre 2 anos e 4 meses e 4 anos e 2 meses.
Nas redes sociais, Lindbergh chamou o eventual acordo de imoral por tentar anistiar quem participou de uma tentativa de golpe após a eleição de Lula. Ele também convocou mobilização social contra a derrubada do veto.
“Essa é uma manobra que não queremos ver na prática”, afirmou o deputado, citando a necessidade de mobilização nas ruas e nas redes. Ele destacou que a mobilização é essencial para responder a esse tipo de pressão política.
O parlamentar criticou setores que, segundo ele, resistem à investigação. “Essa turma bolsonarista não quer investigar o Banco Master”, disse, mencionando nomes ligados ao banco e a relações políticas: “O Vorcaro surge da igreja Lagoinha, aquela do Nikolas Ferreira, do André Valadão. O cunhado dele, Fabiano Zettel, foi o maior doador individual da campanha tanto do Tarcísio quanto de Bolsonaro.”
Apesar de os parlamentares do PT não terem assinado o requerimento de criação da CPMI do Banco Master, Lindbergh Farias afirmou que o partido apoia outras propostas para a criação de uma CPI na Câmara. “A gente assinou tanto a CPI do Rolemberg na Câmara quanto outra CPI mista da Fernanda Melchiona e da Heloísa Helena, porque aquela do Jordy, o objeto é completamente furado”, explicou.
“Fiquem tranquilos: nós não vamos fazer parte desse acordo imoral para anistiar golpistas. O que não vai faltar é gente nossa na tribuna defendendo a leitura da criação da CPI do Banco Master”, concluiu Lindbergh Farias.
Agora queremos ouvir você: você acredita que há mesmo um acordo entre as alas políticas ou isso é apenas disputa acadêmica de bastidores? Deixe sua opinião e participe do debate nos comentários.

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