Um estudo liderado pelo médico baiano Fábio Trujilho ganhou destaque internacional após a publicação na The Lancet Regional Health – Américas. A pesquisa investiga o preconceito ligado à obesidade e como o estigma afeta a vida e o tratamento de milhões de pessoas.
Ao reunir dados de 128 estudos, o trabalho mapeia que o estigma está presente em hospitais, escolas e no mercado de trabalho, gerando consequências que vão além do sofrimento emocional.
O documento também questiona as medidas tradicionais de obesidade, como o índice de massa corporal (IMC), que não refletem com precisão os riscos à saúde. O texto aponta que a sociedade costuma ver a obesidade como uma falha de comportamento, levando a rótulos como “preguiçosos” e “desmotivados” e a barreiras no cuidado.
Entre as propostas estão adoção de uma linguagem mais respeitosa e criação de políticas de proteção. A principal recomendação é referir-se à pessoa com obesidade, reforçando que se trata de uma condição de saúde. O artigo está disponível em acesso aberto em: https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S2667193X26000396.
Fábio Trujilho atua como Coordenador do setor de Manutenção do Peso Perdido no Hospital da Obesidade, em Salvador, com experiência como professor universitário e preceptor na CEDEBA. A Bahia recebe reconhecimento internacional pela relevância no tratamento da obesidade.
Outra pesquisa realizada na Bahia, publicada na PLOS ONE, já indicou que o tratamento intensivo hospitalar supera métodos como canetas emagrecedoras na redução de peso e na preservação muscular, abrindo espaço para mudanças no acompanhamento de mais pacientes. Sérgio Braga, Diretor Técnico do Hospital da Obesidade, celebra o reconhecimento e reforça o compromisso com a ciência e com um tratamento que respeita a dignidade das pessoas.
Como leitor, qual o papel da linguagem na saúde e como reduzir o preconceito contra a obesidade? Compartilhe sua opinião nos comentários.

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