Após a morte do narcotraficante El Mencho no domingo (22/2), o estado de Jalisco, no México, busca retomar a rotina com cautela. Moradores saíram no dia seguinte para comprar comida, encher tanques e abastecer itens essenciais, tentando manter a normalidade diante da violência desencadeada pelo episódio.
A violência ocorreu com ações do cartel, que bloqueou estradas, incendiou veículos, atacou estabelecimentos e enfrentou as autoridades em 20 dos 32 estados. A morte de El Mencho aconteceu durante o traslado aéreo para um hospital, segundo informações oficiais.
Em Guadalajara, capital de Jalisco, escolas ficaram fechadas na segunda-feira, e o transporte público foi parcialmente retomado, com ônibus circulando de forma limitada. O clima de alerta se refletiu em longas filas para compras e em movimentos mais contidos nos serviços.
No aeroporto internacional de Guadalajara, milhares de passageiros lotaram os saguões, o que atrasou voos de saída. A cidade viveu momentos de pânico e de precaução entre moradores que buscavam se manter seguros.
As forças armadas foram mobilizadas: cerca de 10 mil militares ficaram nas ruas para proteger a população. Em trajetos como o que leva a Tapalpa, onde o cartel foi localizado, bloqueios armados continuaram nas vias. Segundo autoridades, Jalisco registra 12.575 desaparecidos, um dos estados mais atingidos pela violência no país.
Essa situação também envolve a região e afeta grandes eventos: Guadalajara é uma das três sedes mexicanas da próxima Copa do Mundo, o que gera preocupação entre moradores e autoridades. A presidente do México, Claudia Sheinbaum, disse que não há riscos para o torneio, e a FIFA não comentou oficialmente.
Os moradores, como Carmen Ponce, expressaram pesar pela violência, destacando que não há motivo para comemorar eventos esportivos diante da crise de segurança. O texto ressalta que, apesar da gravidade, as autoridades seguem atuando para restabelecer a normalidade.
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