Há exatos 20 anos, a música baiana recebia um impulso criativo com a união de Jauperi e Pierre Onassis. O projeto Afrodisíaco, lançado em 2005, ganhou novo fôlego ao se transformar no Vixe Mainha, em uma parceria que redefiniu sonoridades locais.
A parceria rendeu sucessos como Já É, Café com Pão e Topo do Mundo, além de regravações como Eu Também Quero Beijar e Mama África.
Poucos meses após o boom, e ainda sob o eco da Copa do Mundo na África, a saída de Jau da banda pegou o público de surpresa, envolvendo a informação em rumores e controvérsias.
Convidado do podcast Elas em Cena, Pierre Onassis esclareceu que não houve rusga entre as potências da música baiana. Afirmou que a parceria funcionou enquanto durou e que, no fim, cada um seguiu seu próprio caminho.
“Hoje eu vou pro ensaio do Jau, ele vai pro meu ensaio. Foi uma parceria que deu certo enquanto durou. E depois ele percebeu que queria fazer um trabalho dele e tá tudo certo. Não havia identificação com aquele projeto há muito tempo, e, com o tempo, surgiram insatisfações”, contou.

Pierre relembrou que insistiu no projeto por acreditar no potencial de Vixe Mainha e no impacto para a música baiana, que já enfrentava o mito de que o axé estaria morto. Mesmo sem a parceria nos palcos, ele diz que a harmonia fora do palco permanece — inclusive quando perguntado se toparia tomar uma cerveja com Jau: “Tomaríamos”.
E você, o que acha da trajetória de Vixe Mainha e da parceria entre Jauperi e Pierre Onassis? Compartilhe suas lembranças e opiniões nos comentários.

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