Um documento atribuído ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, aponta negociações e estratégias do Partido Liberal (PL) para erguer palanques em governos estaduais e no Senado.
Na seção “situação nos estados”, a Bahia aparece com dois nomes: João Roma (PL), pré-candidato ao Senado, descrito como participante direto do grupo, e ACM Neto (União Brasil), como possível governador, com a observação: “conversar primeiro [depois] tratamos de palanque”, em referência ao neto de Antônio Carlos Magalhães.
Também há menção a Ciro Gomes para o governo do Ceará, com a anotação sugerindo que ele poderia ser o nome do PL por ter um integrante do partido na chapa, além de outras candidaturas para o Senado.
Em São Paulo, maior colégio eleitoral, o documento registra a ideia de “ligar para o Tarcísio” (governador Tarcísio de Freitas). O presidente da Assembleia Legislativa, André do Prado (PL), é citado como possível vice-governador. Na disputa pelo Senado, o deputado Guilherme Derrite (PP) aparece como o único nome destacado; a segunda vaga permanece incerta, com possibilidades como Renato Bolsonaro, Mário Frias, Eduardo Bolsonaro, Coronel Mello Araújo e Marco Feliciano.
Em Minas Gerais, há indefinição: o vice-governador Mateus Simões (PSD), apontado pelo governador Romeu Zema (Novo) como possível substituto, “puxa” Flávio para baixo, segundo a anotação, que também cita cenários se senadores Cleitinho (Republicanos) ou Rodrigo Pacheco (PSD) disputarem o governo. Ainda assim, o PL sinaliza a possibilidade de lançar candidatura própria no estado.
Flávio afirmou que realizou várias reuniões para tratar de diversos estados e anotou ideias no papel, deixando claro que nem todas eram suas opiniões, mas sugestões de pessoas. O ex-presidente Jair Bolsonaro também tem incentivado o fortalecimento da bancada do PL no Senado. E você, o que pensa sobre essas estratégias para as eleições estaduais e para o Senado? Deixe sua opinião nos comentários.

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