CEO do Fórum Econômico Mundial renuncia após revelações de vínculos com Epstein
Borge Brende, presidente e CEO do Fórum Econômico Mundial (WEF), anunciou nesta quinta-feira sua renúncia do cargo, após surgirem revelações sobre seus vínculos com o financista Jeffrey Epstein. O WEF informou que a investigação sobre a relação de Brende com Epstein foi concluída e não foram identificadas novas preocupações além das já divulgadas.
Em comunicado, Brende explicou que, após uma reflexão cuidadosa, decidiu deixar as funções. Ele afirmou que “agora é o momento certo para que o Fórum continue seu trabalho sem distrações”. Segundo o ex-ministro das Relações Exteriores da Noruega, suas interações com Epstein ocorreram em três ocasiões: durante uma visita a Nova York em 2018, em dois jantares no ano seguinte, e em alguns e-mails e mensagens SMS — atuação que ele classificou como a totalidade de seus contatos com o financista, assegurando desconhecer as atividades criminosas de Epstein.
O WEF informou que Alois Zwinggi assumirá interinamente a presidência e a direção, enquanto o conselho inicia o processo para encontrar um substituto. A organização agradeceu a Brende pela colaboração e disse respeitar a decisão dele.
Epstein foi condenado em 2008 por solicitação de prostituta e indução de menor à prostituição. Em 2019 ele foi encontrado morto na prisão, enquanto aguardava julgamento por exploração sexual de mulheres, incluindo menores. A nota do WEF reforçou ainda que ter o nome citado nos arquivos de Epstein não implica crime.
Como isso impacta a credibilidade de instituições globais e o relacionamento entre líderes e figuras controversas é tema de debate. Compartilhe sua leitura sobre o tema nos comentários e conte como você avalia situações em que vínculos passados ganham relevância pública hoje.

Facebook Comments