A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira, 26 de fevereiro, a segunda fase da Operação Lamaçal em Lajeado, no Rio Grande do Sul. Agentes cumprem mandados de busca no setor de licitações da prefeitura e em outros endereços ligados à investigação. Um dos alvos de prisão temporária é o ex-prefeito Marcelo Caumo.
A apuração investiga suspeitos desvios de recursos federais repassados ao município após as enchentes de maio de 2024, quando a cidade vivia calamidade pública durante a gestão do então prefeito.
Entre as irregularidades, há indícios de contratação de serviços terceirizados na área de assistência social — como psicólogos, assistentes sociais, educadores sociais, auxiliares administrativos e motoristas — sem licitação, sob justificativa de urgência decorrente da tragédia climática.
A apuração aponta que a empresa investigada pode ter sido contratada sem comprovar a proposta mais vantajosa para a Administração pública.
Também há suspeitas de que os valores pagos estejam acima do preço de mercado. O montante inicial dos contratos sob análise soma cerca de R$ 120 milhões.
A primeira fase da Operação Lamaçal foi deflagrada em 11 de novembro de 2025, em ação conjunta da Polícia Federal com a Controladoria-Geral da União (CGU). Na ocasião, foram cumpridos 35 mandados de busca e apreensão, além do sequestro de 10 veículos e do bloqueio de até R$ 4,5 milhões em ativos.
As diligências ocorreram em Lajeado e em outras cidades gaúchas, como Muçum, Encantado, Garibaldi, Guaporé, Carlos Barbosa, São Leopoldo, Novo Hamburgo e Porto Alegre. Participaram da operação três auditores da CGU e 92 policiais federais.
Os recursos investigados são oriundos do Fundo Nacional de Assistência Social (FNAS) e foram destinados ao atendimento emergencial da população afetada pelas enchentes.
O caso segue em apuração, com novos desdobramentos esperados. Participe nos comentários com sua opinião sobre a gestão de recursos públicos em situações de calamidade e enchentes.

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