PSOL aciona MP do Rio para revisar inquéritos arquivados durante gestão de Rivaldo Barbosa na Polícia Civil

PSOL protocolou um ofício ao Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MP-RJ) solicitando a reavaliação de todos os inquéritos de homicídio arquivados durante o período em que Rivaldo Barbosa ocupou cargos de chefia na Polícia Civil, em 2018. As informações são do O Globo.

O pedido, com apoio da , foi encaminhado após a condenação do ex-chefe da Polícia Civil pelo STF no caso do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes.

O ofício é encabeçado pelo deputado federal Tarcísio Motta e envolve a vereadora Monica Benicio e integrantes da bancada PSOL-Rede. Os parlamentares argumentam que a condenação de Rivaldo Barbosa por corrupção passiva e obstrução de Justiça compromete a integridade dos procedimentos sob sua gestão na instituição.

Na decisão da Primeira Turma do STF, Rivaldo Barbosa foi condenado a 18 anos de prisão por corrupção passiva e obstrução de justiça, tendo sido absolvido da acusação de homicídio. Segundo o voto do relator, ministro Alexandre de Moraes, há “farta prova” de recebimento de propina e de direcionamento de investigações que favoreceriam milícias.

O julgamento aponta que Barbosa teria usado posições estratégicas — como titular da Delegacia de Homicídios da Capital e a Chefia de Polícia, entre março e dezembro de 2018 — para interferir em apurações criminais e obstruir investigações de assassinatos no estado.

O ofício sustenta que a atuação de uma autoridade policial condenada por corrupção pode comprometer a validade dos procedimentos conduzidos por ela, potencialmente configurando nulidade absoluta de processos. Os parlamentares pedem o levantamento e desarquivamento de todos os inquéritos de homicídio relatados ou arquivados sob gestão ou influência de Rivaldo Barbosa, com prioridade para casos envolvendo milícias, agentes públicos e organizações criminosas, além da apuração de irregularidades nos arquivamentos.

No STF, quase oito anos após os homicídios, foram condenados cinco réus por organização criminosa e homicídios: Chiquinho Brazão (76 anos e 3 meses), Domingos Brazão (76 anos e 3 meses), Robson Calixto da Fonseca, o Peixe (9 anos), Ronald Paulo Alves Pereira (56 anos) e Rivaldo Barbosa (18 anos), além de 360 dias-multa por obstrução de justiça e corrupção passiva.

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