Afeganistão ataca bases paquistanesas na fronteira após bombardeios de Islamabad
Meta description: Afeganistão lança ofensiva contra postos do Paquistão na fronteira oriental em retaliação a ataques aéreos paquistaneses. Autoridades afegãs afirmam ter capturado postos, enquanto as cifras de mortos divergem entre as partes.
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O Afeganistão atacou, nesta quinta-feira (26/02/2026, 18h20), tropas do Paquistão na fronteira em resposta aos bombardeios paquistaneses e afirmou ter capturado postos paquistaneses, segundo autoridades militares e governamentais.
“Em resposta às repetidas violações por parte do Exército paquistanês, foram lançadas operações ofensivas em grande escala contra bases e instalações militares do Paquistão”, declarou Zabihullah Mujahid, porta-voz do governo talibã, em postagem no X.
O porta-voz militar informou que as forças afegãs, nas províncias orientais de Nangarhar e Kunar, haviam iniciado “ataques intensos contra postos paquistaneses”. “Até agora, não há baixas do lado afegão”, afirmou Wahidullah Mohammadi, porta-voz do exército no leste do Afeganistão.
Hamdullah Fitrat, porta-voz adjunto do governo talibã, afirmou que “15 postos foram capturados” pelas forças afegãs, conforme o gabinete do governador de Kunar.
O Ministério da Informação do Paquistão declarou que a ação afegã gerou uma “resposta imediata e efetiva”.
Essa ofensiva ocorre após bombardeios paquistaneses nas províncias de Nangarhar e Paktika, no fim de semana, que, segundo a missão da ONU no Afeganistão, deixaram pelo menos 13 civis mortos. O governo talibã afirmou que pelo menos 18 pessoas morreram, negando a alegação do Paquistão de mais de 80 vítimas.
As relações entre os dois países deterioraram-se nos últimos meses, com importantes passagens de fronteira permanecendo fechadas desde confrontos de outubro, que deixaram mais de 70 mortos em ambos os lados.
O Paquistão acusa o Afeganistão de não agir contra grupos militantes que atuam em seu território, acusação negada pelo governo talibã.
Os desdobramentos mantêm tensões altas na região, com as fronteiras ainda fechadas e a vida dos moradores da região sob pressão.
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