Resumo para SEO: Argentina enfrenta uma nova greve geral enquanto começa a votação da reforma trabalhista proposta pelo presidente Javier Milei no Senado. O movimento, organizado pela FreSU, reúne mais de 100 sindicatos e impacta serviços públicos, com divergências entre governo e a maior central sindical, a CGT.
A mobilização ocorre em pleno início da votação do projeto, aprovado na Câmara dos Deputados na madrugada de 20 de fevereiro, um dia após outra paralisação nacional. A nova greve é liderada pela Frente Sindical Unida (FreSU) e envolve categorias como a Associação dos Trabalhadores do Estado, o Sindicato dos Metalúrgicos e o Sindicato dos Petroleiros.
O protesto, com duração prevista de 24 horas, determina que apenas o mínimo de funcionários seja mantido nos hospitais, enquanto voos médicos e de órgãos estatais operados pela Anac continuam. Dezenas de serviços devem ser afetados, incluindo coleta de lixo, policiamento municipal e agentes de trânsito. Os manifestantes devem se concentrar às 10h na Avenida de Mayo e seguir até o Congresso.
A posição da CGT difere da paralisação de 20 de fevereiro: a CGT não apoia a mobilização e prefere aguardar o resultado da votação no Senado para decidir ações adicionais, incluindo eventual recurso à Justiça.
O governo argumenta que a reforma é essencial para reduzir a informalidade — que supera 40% do mercado de trabalho — e estimular a criação de empregos por meio da redução de encargos para empregadores. A CGT, por sua vez, contesta que as mudanças são inconstitucionais.
Pontos centrais da reforma incluem a possível ampliação da jornada de trabalho de oito para até 12 horas diárias, desde que haja pelo menos 12 horas de descanso. A proposta também permitiria que horas extras sejam compensadas com folgas, mediante acordo entre trabalhadores e empregadores.
O texto aprovado na Câmara passou por cerca de 30 alterações, entre elas a retirada de artigos que autorizavam pagamento de salários em moeda estrangeira e mudanças nas regras de licenças médicas. Por ter sofrido alterações, a proposta precisará ser reanalisada pelo Senado.
Outras discussões devem ocorrer no Senado nesta sexta-feira, incluindo a desaceleração da maioridade penal de 16 para 14 anos, assunto que já foi aprovado pela Câmara no início do mês, com 149 votos a favor.
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