Chuvas fortes já deixam 64 mortos em Juiz de Fora e Ubá

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Chuva intensa na Zona da Mata de Minas Gerais deixou 64 mortos nas cidades de Juiz de Fora e Ubá, com equipes de resgate mobilizadas e registro de desaparecidos. O tempo segue instável nesta sexta-feira, 27, mantendo o risco de novos deslizamentos.

Juiz de Fora registra 56 óbitos, com cinco pessoas ainda desaparecidas. Um novo deslizamento atingiu três casas no Bairro Bom Clima, ampliando as buscas. Segundo o Corpo de Bombeiros, 51 moradores foram resgatados com vida, enquanto cerca de 700 estão desabrigados e aproximadamente 3,5 mil são desalojados, acolhidos por parentes ou em abrigos públicos.

Em Ubá, seis mortes já foram confirmadas e duas pessoas permanecem desaparecidas. As equipes de resgate continuam atuando nas áreas atingidas. Até o momento, 80 pessoas foram resgatadas com vida, 25 desabrigadas e 396 desalojadas.

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) mantém alerta vermelho de grande perigo para chuvas intensas na região, com previsões superiores a 60 mm por hora ou mais de 100 mm em 24 horas. O aviso aponta alto risco de alagamentos, deslizamentos de encostas e transbordamento de rios.

Igreja invadida pela água em Juiz de Fora. Uma igreja evangélica da cidade foi tomada pela enchente, com muros do pátio derrubados e a porta de entrada destruída. O pastor relatou perdas significativas, incluindo uma mesa de som avaliada em cerca de R$ 40 mil e danos estruturais estimados em mais de R$ 200 mil. A igreja lançou uma campanha online para arrecadação via PIX (CNPJ): 39.304.681.0001-17.

Além das perdas, membros da congregação atuam no apoio às vítimas, ajudando nos resgates e na limpeza de residências. A Igreja Pentecostal Morada de Deus funciona como ponto de arrecadação de donativos, recebendo água potável, alimentos não perecíveis, itens de higiene, roupas para adultos e crianças, fraldas e materiais de limpeza. Endereço: Rua Bernardo Mascarenhas, 1334, Bairro Fábrica.

Condições da região apontam para dias de luto e reconstrução. Enquanto as buscas seguem, moradores enfrentam incertezas, com uma das maiores tragédias já vistas na Zona da Mata mineira.

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