Caso Rodrigo Castanheira, 16 anos, morto após agressão de Pedro Turra, 19, em Vicente Pires (DF) na noite de 22 de janeiro, continua a repercutir. O adolescente lutou pela vida e faleceu no dia 7 de fevereiro, após internação na UTI. A família cobra justiça e a responsabilização de todos os envolvidos, enquanto a defesa aponta indícios de premeditação e busca que os demais ocupantes do veículo também respondam pelo crime.
“A defesa e a família têm a convicção de que houve premeditação e todos devem ser denunciados”, afirmou o advogado Albert Halex. Ele ressaltou que há indícios de que o crime ocorreu em bando, com participação de outras pessoas presentes.
O pai de Rodrigo, o engenheiro Ricardo Castanheira, disse que todos os amigos do ex-piloto presentes no momento sabiam do que estava acontecendo. Ninguém estava ali por acaso, afirmou. A defesa sustenta que Pedro não agiria sozinho e que as provas podem se perder se não houver investigação rápida.
“Essa ausência de investigação dos demais envolvidos acarreta prejuízo processual”, disse o advogado. Ele afirmou que o próximo passo envolve despacho com o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios para ampliar a apuração junto com a Justiça, para que todos sejam investigados.
Isabela Castanheira, irmã de Rodrigo, descreveu a dor da perda: “O coração está destruído demais. Nossa vida praticamente acabou. A gente não consegue fazer nada mais”. A jovem também lembrou que o irmão era uma parte central de seus planos para o futuro.
“Ele era metade do meu coração e eu pensei que ele iria me ver casar”, desabafou Isabela. A família aguarda a condenação de Pedro Turra e a responsabilização dos demais envolvidos. Turra segue preso preventivamente na Papuda. Com a morte de Rodrigo, o crime foi reclassificado e Turra deverá ir a julgamento no júri.
- Pedro Turra e Rodrigo Castanheira se envolveram em briga na noite de 22 de janeiro, em Vicente Pires (DF).
- Pedro teria reagido a provocações de Rodrigo, que houve resistência por parte de ambos durante o confronto.
- Vídeos de testemunhas mostraram as agressões mútuas; em certo momento, Turra desferiu um soco que fez Rodrigo bater a cabeça em um carro.
- Rodrigo foi levado ao Hospital Brasília, em Águas Claras, apresentando hemorragia e parada cardiorrespiratória de 12 minutos.
- Turra foi preso no dia seguinte, pagou fiança de 24 mil e, após repercussão, teve a prisão preventiva decretada.
- Rodrigo permaneceu 16 dias internado na UTI do Hospital Brasília e faleceu; o crime foi reclassificado e Turra deverá ser julgado pelo júri.
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