Caso de vazamento de dados de familiares de ministros do STF: dois funcionários terceirizados que atuavam em uma agência da Receita Federal no Rio de Janeiro confessaram ter acessado e vendido dados sigilosos de familiares de ministros, incluindo a mulher do ministro Alexandre de Moraes e o filho do ministro Luiz Fux. Os depoimentos foram colhidos na fase administrativa da investigação, conduzida pelo próprio órgão.
Segundo o jornal O Globo, um vigilante terceirizado e um atendente cedido pelo Serpro, lotados na unidade de Laranjeiras, na Zona Sul, teriam comercializado as declarações de IR de Viviane Barci de Moraes e Rodrigo Fux. O valor por CPF consultado era de R$ 250, sendo R$ 150 repassados ao servidor e R$ 100 ao atendente.
Em depoimentos à Receita, os trabalhadores disseram que atuavam no esquema há anos e que não sabiam que as vítimas eram parentes de ministros da Corte. “Apenas recebemos o pedido de acesso aos CPFs e realizamos a pesquisa, sem saber de quem se tratava”, afirmaram. A Polícia Federal ainda investiga quem comprou os dados.
O caso ganhou repercussão após Alexandre de Moraes determinar o rastreamento de acessos a informações cadastrais e a IR de 140 pessoas, entre ministros e familiares. Com base nas irregularidades identificadas, os dados foram encaminhados a Moraes e à Procuradoria-Geral da República (PGR). A PGR pediu buscas e apreensões contra quatro servidores da Receita, com passaportes cancelados e uso de tornozeleiras eletrônicas.
Além dos dois servidores do Rio, um fiscal de Presidente Prudente (SP), Ricardo Mansano de Moraes, admitiu ter consultado informações de uma enteada do ministro Gilmar Mendes, embora tenha negado ter acessado a declaração de IR dela. Outra servidora, Ruth Machado dos Santos, de Guarujá (SP), foi acusada de acessar dados de Viviane Barci e afirmou estar em atendimento presencial no momento da consulta, em 21 de agosto de 2025, com dados como CPF, nome da mãe, data de nascimento e informações eleitorais.
A investigação continua para esclarecer a extensão do vazamento e responsabilizar os envolvidos. O tema reforça a necessidade de proteção de dados cadastrais no serviço público. E você, o que pensa sobre medidas para evitar novas ocorrências desse tipo? Compartilhe sua opinião nos comentários.

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