Meta descrição: STF suspende a quebra de sigilos da Maridt, empresa ligada à família do ministro Dias Toffoli, após apontar desvio de finalidade e abuso de poder na atuação da CPI do Crime Organizado do Senado. O ministro Gilmar Mendes determina que as medidas extrapolaram o objetivo da comissão.
O ministro afirmou que qualquer ato de produção de provas que transborde o perímetro da autorização original é inconstitucional. As quebras de sigilo médico, bancário, fiscal e telemático haviam sido aprovadas pela CPI na última quarta-feira, 25 de fevereiro, e ligam a Maridt à família Toffoli e ao empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, investigado por fraude financeira.
A Maridt é apontada como elo entre a família Toffoli e Vorcaro, com a empresa vendendo participações no resort Tayayá, em Ribeirão Claro (PR), a fundos vinculados ao banco.
Toffoli deixou a relatoria do caso Master no STF em meio a divulgações de que a PF apontava menções a ele em dados obtidos no celular de Vorcaro. O ministro classificou as informações da PF como ilações e disse não ter envolvimento com Vorcaro ou com Fabiano Zettel, cunhado do banqueiro. Ele afirmou ainda que a Maridt deixou o negócio em fevereiro de 2025, negando ter recebido valores de Vorcaro ou Zettel e afirmando que não ocupou postos de comando na empresa.
Este caso permanece em aberto, alimentando o debate sobre o alcance das investigações e o papel do STF na supervisão de atos parlamentares. Compartilhe sua opinião nos comentários sobre se houve desvio de finalidade ou abuso de poder e como isso pode impactar a transparência de tais decisões.

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