Uma a cada quatro pessoas mora em áreas de risco em Juiz de Fora

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Meta descrição: Juiz de Fora e Ubá, MG, enfrentam deslizamentos e enchentes após fortes chuvas. Prefeita Margarida Salomão afirma que 1 em cada 4 moradores vive em área de risco; Lula visita a região; governo libera recursos e o saque do FGTS passa a valer. Palavras-chave: Juiz de Fora, Minas Gerais, deslizamentos, enchentes, Lula, Margarida Salomão, Ubá, Matias Barbosa, Inmet, Defesa Civil, FGTS.

Juiz de Fora enfrenta a necessidade de intervenções em toda a cidade. A prefeita Margarida Salomão (PT) afirmou nesta sexta-feira que uma em cada quatro pessoas da cidade mora em área de risco e que é necessário agir por toda a localidade para evitar novas tragédias, em meio às fortes chuvas que atingem a Zona da Mata mineira desde a segunda-feira.

Deslizamentos e enchentes deixaram 64 mortos. Segundo o balanço, 58 mortes ocorreram em Juiz de Fora e 6 em Ubá, totalizando 64 vidas ceifadas pelas chuvas. A tragédia evidencia a ocupação de encostas por moradores de diferentes condições socioeconômicas.

Dificuldade de deslocar moradores. Margarida disse que convencer pessoas a deixarem suas casas é quase como pedir que abandone tudo o que construíram ao longo da vida. Muitas residências estão em encostas e a saída demanda paciência, acolhimento e diálogo para evitar desfechos ainda mais graves.

Especialistas veem os temporais como reflexo de mudanças climáticas. O tema é apontado por especialistas ouvidos pela Agência Brasil, que veem os temporais como consequência de alterações climáticas, exigindo respostas rápidas na gestão de áreas de risco.

Visita de Lula à região. Neste sábado (28), o presidente Lula visitará a região afetada e sobrevoará as áreas mais atingidas. À frente de uma reunião com lideranças locais na prefeitura de Juiz de Fora, ele deve anunciar ações de apoio e recursos para reconstrução da cidade.

Calamidade reconhecida e medidas de auxílio. A Defesa Civil Nacional reconheceu o estado de calamidade pública nos três municípios envolvidos, e o governo federal liberou mais de R$ 3 milhões para atendimento e reconstrução. A partir desta sexta-feira, moradores também podem sacar o FGTS, com valor máximo de R$ 6.220.

A.p.b. e desalojados. A prefeita informou que mais de 500 pessoas estão em abrigos e cerca de 5 mil estão desalojadas, muitos residindo na casa de parentes. Quem não puder retornar será incluído no programa de moradia da prefeitura, inicialmente com aluguel social até uma solução definitiva.

Alerta permanece ativo. O Instituto Nacional de Meteorologia mantém o alerta de chuvas intensas para a Zona da Mata até as 23h59 desta sexta, com previsão de 30 a 60 mm por hora ou 50 a 100 mm por dia e ventos entre 60 e 100 km/h. Há risco de queda de energia, galhos, alagamentos e descargas elétricas.

Perspectiva de reconstrução. O momento é de reparação emergencial, com preparação para intervenções que tornem a cidade um espaço de convivência e segurança para todos os moradores, diante da necessidade de reconstrução.

E você, o que pensa sobre as medidas adotadas e as ações de reconstrução? Compartilhe sua opinião nos comentários e participe da discussão sobre como melhorar a cidade diante de situações semelhantes no futuro.

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