Meta descrição: Ataques dos EUA e de Israel ao Irã levarão a uma reunião de emergência da AIEA na próxima segunda-feira. A sessão, solicitada pela Rússia, acompanha os desdobramentos no Oriente Médio, com números de vítimas e impactos ainda em avaliação. Veja os principais pontos do conflito.
AIEA convocou uma reunião de emergência para a próxima segunda-feira (2/3) pela manhã para discutir os ataques dos EUA e de Israel ao Irã. A sessão foi solicitada pela Rússia. A agência afirmou que monitora a situação no Oriente Médio e não indicou sinais de impacto radiológico até o momento.
Israel justificou a ofensiva como uma ação para eliminar ameaças, chamando-a de Operação Fúria Épica. O presidente dos EUA, Donald Trump, disse que o ataque visa neutralizar ameaças nucleares atribuídas ao Irã. Em retaliação, o regime iraniano atuou contra bases norte?americanas na região.
O que se sabe até aqui: a mídia iraniana informou 201 mortos e 747 feridos desde o início das ofensivas na madrugada de sábado (28/2). Imagens divulgadas pelo Metrópoles mostraram que a residência do líder supremo Ali Khamenei foi atingida. O governo iraniano afirmou que 24 das 31 províncias foram atingidas e prometeu reagir, inclusive com a promessa de “aniquilar” as Forças Armadas dos EUA. O ministro da Defesa do Irã, Amir Nasirzadeh, e o comandante da Guarda Revolucionária, Mohammed Pakpour, morreram nos ataques. O Irã afirmou ter atingido 14 bases militares dos EUA na região, incluindo nos Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait e Arábia Saudita, com menções também a Jordânia e Iraque. Uma pessoa morreu em Abu Dhabi, nos Emirados, após destroços.
Segundo ataque dos EUA ao Irã em menos de um ano ocorreu após o fim das negociações entre EUA e Iran na sexta-feira (27/2), quando não houve avanço para o desmantelamento do programa nuclear iraniano. Na época, Trump afirmou que não estava satisfeito com o progresso das conversas, que deveriam ter uma nova rodada, mas não há indicações de retomada do diálogo.
Este momento de tensão marca o segundo grande ataque entre as potências na região em menos de um ano, com consequências ainda incertas para a situação regional e para as negociações sobre o programa nuclear iraniano. Qual sua leitura sobre os desdobramentos e as perspectivas de diálogo no Oriente Médio? Compartilhe sua opinião nos comentários e participe da discussão.

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