Gorillaz está de volta, lançando seu nono álbum de estúdio, The Mountain, elaborado pelo próprio selo da banda, KONG. O projeto, assinado por Damon Albarn e Jamie Hewlett, nasce de uma viagem à Índia após a perda dos pais, e traz uma leitura marcada pela espiritualidade e pelo luto. O disco chega cercado de expectativa, mantendo a identidade experimental que o grupo já cultivava.
O álbum é descrito como fortemente inspirado pela morte, com colaborações que incluem artistas já falecidos como Proof e Truegoy the Dove, além do baterista Tony Allen, do ator Dennis Hopper, de Mark E. Smith e do cantor Bobby Womack. Essa presença de referências à finitude confere ao projeto uma tonalidade contemplativa que permeia as faixas.
Quanto ao som, The Mountain recupera a essência do Gorillaz que alguns acreditavam ter se perdido em Cracker Island (2023). Em várias faixas, o grupo viaja no tempo, com sonoridades que remetem aos trabalhos anteriores, como em Orange Country e The Plastic Guru, mantendo a mistura de estilos que caracteriza a banda.
Alguns destaques aparecem entre as faixas, como The Happy Dictator, que se distingue dentro da tracklist, mas sem perder o tom coeso do conjunto. O resultado é um equilíbrio entre referências do passado e uma abordagem emocional mais contida, centrada na temática da perda e da aceitação.
Curta-metragem inédito acompanha o álbum e amplia o conceito visual do projeto. O curta The Mountain, The Moon Cave & The Sad God, com oito minutos, carrega o traço característico de Jamie Hewlett e acompanha os membros Noodle, Murdoc, 2D e Russel em uma jornada pela Índia, mergulhando em ritmos místicos enquanto exploram essa montanha de emoções. A divulgação vem acompanhada de material visual cativante que complementa as músicas.
Além das 15 faixas, o Gorillaz lançou esse projeto visual — uma aposta que reforça a imersão do público. Um vídeo destacado acompanha a divulgação, reforçando a atmosfera de luto, espiritualidade e busca interior que permeia The Mountain. A proposta é levar o ouvinte a acompanhar uma experiência que une som, imagem e narrativa.
Confira a divulgação oficial, incluindo a imagem promocional que acompanha o lançamento, e prepare-se para acompanhar o conjunto da obra que propõe uma leitura sensível sobre memória, perda e renovação. A obra também reserva momentos de retorno a sonoridades clássicas do grupo, sem perder a identidade contemporânea.
E você, o que achou dessa leitura mais poética e sombria do Gorillaz? Qual faixa mais te marcou ou qual aspecto visual do curta te chamou mais a atenção? Compartilhe sua opinião nos comentários e conte como a temática de luto e espiritualidade ressoa com você. Sua visão enriquece a conversa sobre o lançamento.

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