O que dizem autoridades mundiais
Líderes e autoridades mundiais se manifestaram publicamente após os EUA e Israel atacarem o Irã na madrugada deste sábado (28/2), com alertas sobre o risco de uma escalada regional do conflito.
A seguir, a comunidade internacional mostrou preocupação com a continuidade das hostilidades e enfatizou a necessidade de evitar danos civis, respeitar o direito internacional e buscar caminhos diplomáticos.
Ações e reações internacionais
Antes do ataque, o Conselho de Segurança da ONU já havia alertado para a possibilidade de ataques militares ao Irã e pediu esforços para evitar uma guerra. No sábado, a União Europeia classificou os fatos como perigosos, com a diplomacia buscando coordenação com parceiros árabes para defender civis e o direito internacional humanitário.
O Ministério das Relações Exteriores da Suíça afirmou estar profundamente alarmado e pediu máxima contenção, ao mesmo tempo em que reforçou a proteção de civis. O primeiro-ministro da Austrália, Anthony Albanese, informou apoio às ações dos EUA para impedir o Irã de obter armas nucleares e manter a paz internacional. Já a Ucrânia responsabilizou o governo iraniano pela piora da situação, apontando oportunidades perdidas de evitar o agravamento.
A Arábia Saudita classificou a ofensiva como uma violação flagrante da soberania de países árabes, incluindo Bahrein, Kuwait e Emirados Árabes Unidos.
Ataque ao Irã
Segundo a AFP, explosões foram registradas em Teerã, após bombardeios em diferentes áreas da capital. O Escritório do Líder Supremo do Irã, além da sede central de Ali Khamenei, seria o alvo principal. A agência Irna informou que o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, está vivo.
Uma fonte de segurança citada pelo Times of Israel descreveu a operação como conjunta entre EUA e Israel, com autoridades locais preparando-se para vários dias de conflito. Jornais iranianos relataram fumaça sobre o centro da cidade e explosões em Teerã, Lorestan e Kermanshah, com os espaços aéreos de Teerã e do Irã sendo fechados após o ataque.
O Ministério dos Transportes de Israel pediu ao público que não se dirija aos aeroportos até novo aviso. O Departamento de Defesa dos EUA chamou as ações de “Operação Fúria Épica”.
Em retaliação, forças iranianas dispararam mísseis contra Israel, com sirenes em cidades da região e orientações para civis buscarem abrigo. Horas mais tarde, a base naval dos EUA no Bahrein também foi alvo de mísseis, com imagens de uma nuvem de fumaça circulando online.
Na semana anterior, o presidente do Irã afirmou que o país não iria “curvar a cabeça” diante da pressão internacional sobre o seu programa nuclear.
Os desdobramentos apontam para uma tensão elevada no Oriente Médio, com impactos potenciais sobre civis e estabilidade regional. O acompanhamento dos próximos dias será decisivo para entender se há caminho para a contenção ou se a escalada tende a se intensificar.
E você, como avalia o impacto desses eventos e as perspectivas de diálogo versus confronto no curto prazo? Deixe sua opinião nos comentários e acompanhe as atualizações para entender o desdobramento dessa crise.

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