Equipes de busca pelos desaparecidos do naufrágio da lancha Lima de Abreu XV, no Encontro das Águas, em Manaus, localizaram o corpo de uma pessoa neste sábado, 28/02, no Rio Amazonas. Ainda não há confirmação de que o cadáver pertença a um dos cinco desaparecidos do acidente, que ocorreu em 13 de fevereiro.
O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para identificação, informou o Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM).
Das 80 pessoas a bordo da lancha, três morreram, 71 foram resgatadas com vida e cinco continuam desaparecidas.
Naufrágio no Encontro das Águas
- O naufrágio ocorreu em 13 de fevereiro, por volta das 12h30. A lancha saiu de Manaus e seguia para Nova Olinda do Norte.
- Vídeos logo após o incidente mostram várias pessoas na água, incluindo crianças, em botes salva-vidas, aguardando socorro.
- O comandante da embarcação, José Pedro da Silva Gama, de 42 anos, foi preso em flagrante no porto, mas, após pagamento de fiança, deixou o local e responderá por homicídio culposo; a Justiça solicitou prisão preventiva no dia 14/02 e ele permanece foragido, com promessa de se entregar.
Duas semanas de buscas
As buscas pelos desaparecidos já duram 15 dias e, segundo o CBMAM, não há prazo definido para terminar. Os militares percorreram 238 quilômetros pelo Rio Amazonas. Nesta semana, familiares de três vítimas acompanharam as equipes.
Nesta sexta-feira (27/02), um efetivo de 27 militares, sendo sete mergulhadores e nove embarcações, participou da operação. A busca também utiliza drones, helicóptero e sonar para mapear o leito do rio. A área onde possíveis vestígios foram encontrados fica a cerca de 50 metros de profundidade, e as buscas envolvem mergulhadores, embarcações, drones e voos.
A operação é considerada difícil devido às fortes correntes e às mudanças de direção do encontro entre os rios Negro e Solimões, o que complica a varredura e a localização de possíveis vítimas.
A Marinha do Brasil informou que mantém equipes nas buscas pelo naufrágio da Lima de Abreu XV. Segundo o Comando do 9º Distrito Naval, foram empregadas uma aeronave do 1º Esquadrão de Helicópteros de Emprego Geral do Noroeste, uma embarcação do 1º Batalhão de Operações Ribeirinhas e duas lanchas da Capitania Fluvial da Amazônia Ocidental.
Ainda conforme a Marinha, as buscas continuam tanto na área do acidente quanto às margens dos rios, com apoio de embarcações e mergulhadores. A corporação também informou que coletou dados dos sobreviventes para ajudar nas buscas e na apuração do caso.
A tragédia reacende a discussão sobre segurança em viagens fluviais na região e a necessidade de monitoramento contínuo das atividades no rio.
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