Chefe de gabinete de Starmer renuncia após polêmica no caso Epstein

Escrito por: Diógenes Cunha

Publicado:

compartilhe esse conteúdo


O chefe de gabinete do primeiro-ministro britânico Keir Starmer renunciou neste domingo, 8 de fevereiro de 2026, após a nomeação de Peter Mandelson como embaixador em Washington, mesmo diante das ligações dele com o condenado Jeffrey Epstein. Em comunicado, Morgan McSweeney, chefe de gabinete de Downing Street, afirmou ter decidido deixar o governo após refletir sobre o tema, dizendo que a nomeação foi um erro que prejudicou o partido, o país e a confiança na política.

Mandelson, descrito no texto como uma figura de grande peso na política britânica, teve papel central na vitória de Starmer em julho de 2024 e na transição do Partido Trabalhista para uma plataforma mais centrista após o ciclo com Jeremy Corbyn. O relato destaca sua trajetória de influência dentro do partido e o elo com nomes históricos, como Tony Blair, que ajudaram a moldar a direção do Labour nas últimas décadas.

A renúncia coincide com a decisão do Ministério das Relações Exteriores de reabrir a discussão sobre uma indenização paga a Mandelson, demitido por Starmer em setembro, devido à sua relação com Epstein. A indenização soma entre £38.750 e £55.000 (aproximadamente US$ 52 mil a US$ 74 mil), conforme reportagem do Sunday Times, e passou a ser alvo de nova revisão sob informações recentes.

Documentos divulgados pelo Departamento de Justiça dos EUA indicam que Mandelson teria vazado informações confidenciais do governo britânico para Epstein durante seu tempo como ministro, inclusive na crise financeira de 2008. A revelação aumentou a pressão sobre Starmer e levou a uma investigação policial contra Mandelson, de 72 anos. O Foreign Office informou que a indenização está sendo revista à luz de novas informações e da investigação em curso.

Antes disso, o ministro Pat McFadden defendeu que Starmer deveria permanecer no cargo, atribuindo a responsabilidade ao próprio Mandelson por aceitar a nomeação, apesar dos vínculos com Epstein. O vice-primeiro-ministro, David Lammy, segundo relatos, se distanciou da decisão. O Labour enfrenta críticas sobre imigração, economia e custo de vida, mantendo-se atrás de Reform UK em algumas pesquisas, enquanto Mandelson também renunciou a seu posto na Câmara dos Lordes no início desta semana. Em defesa, o escritório de Mandelson destacou que ele lamenta ter acreditado nas mentiras de Epstein, ressaltando arrependimentos provocados pela situação.

O pronunciamento oficial ressaltou o papel de Starmer na maioria expressiva conquistada pelas urnas e a importância de manter a coesão interna do partido. A direção destacou ainda a lealdade de McSweeney e o compromisso com a prioridade de governo. Este episódio expõe tensões políticas dentro do Labour e o grau de escrutínio sobre alianças estratégicas no cenário britânico.

O leitor é convidado a acompanhar os desdobramentos deste caso: quais consequências políticas a crise de confiança causada por Mandelson pode trazer para Starmer e para o Labour, e como a oposição reagirá à controvérsia envolvendo Epstein e possíveis ligações com figuras influentes do establishment. Compartilhe sua opinião nos comentários abaixo e diga como você avalia os impactos desse episódio na política britânica.

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

ARTIGOS RELACIONADOS

França registra início de manifestações com intenso aparato policial

Resumo: Milhares de manifestantes vão às ruas de Paris e de cidades francesas neste sábado (24), com a vigilância de 70 mil policiais...

Ajuste fiscal no Chile acompanha queda do PIB e aumento do desemprego

  Resumo: Chile vive crise econômica em sete meses de governo de Kast, com PIB em queda, desemprego em alta e austeridade fiscal. FMI reduziu...

Terremoto atinge Tibete e deixa pelo menos 16 mortos

Resumo jornalístico Terremoto de magnitude 7 atinge a região do Tibete, sudoeste da China. Pelo menos 16 pessoas morreram e 32 ficaram feridas. O...