Conselheiros do BRB com indicação atribuída à Reag renunciam ao cargo

Escrito por: Diógenes Cunha

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BRB divulga pedidos de renúncia de membros do Conselho Fiscal. O Banco de Brasília S.A. (BRB) informou, por meio de um comunicado formal classificado como fato relevante, ter recebido os pedidos de renúncia de Leonardo Roberto Oliveira de Vasconcelos e Celivaldo Eliseu Lima de Sousa, ocupando, respectivamente, os cargos de titular e suplente no Conselho Fiscal da instituição. As indicações deles teriam sido vinculadas a um fundo ligado à gestora Reag.

Os dois executivos afirmam desconhecer a relação entre a indicação e o fundo Borneo. Sousa escreveu que “Declaro que desconheço integralmente tal indicação pelo fundo Borneo. Declaro ainda que não possuo qualquer vínculo, relação ou conhecimento acerca do referido fundo, tampouco conheço seus representantes ou administradores”.

“Declaro que desconheço integralmente tal indicação pelo fundo Borneo. Declaro ainda que não possuo qualquer vínculo, relação ou conhecimento acerca do referido fundo, tampouco conheço seus representantes ou administradores”

O fundo Borneo detém 3,1% do capital do BRB e já foi administrado pela Reag, que foi liquidada extrajudicialmente pelo Banco Central (BC) em 15 de janeiro deste ano por desrespeito às normas que regem o Sistema Financeiro Nacional (SFN).

“A decretação da liquidação extrajudicial foi motivada por graves violações às normas que regem as atividades das instituições integrantes do SFN”, explicou o Banco Central em janeiro.

Em março de 2025, a indicação dos conselheiros pelo Borneo foi registrada em ata de reunião do BRB com acionistas.

Relação com o Master. O empresário João Carlos Falbo Mansur, fundador e ex-presidente do conselho de administração da Reag Investimentos, tornou-se um dos principais acionistas do BRB. Mansur foi alvo da operação Carbono Oculto, que apura supostas ligações entre o mercado financeiro, o crime organizado, lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio pela Reag, criada por ele. A investigação Compliance Zero foca em irregularidades atribuídas ao Banco Master, instituição com vínculos financeiros com a Reag. O Banco Master foi liquidado extrajudicialmente em 18 de novembro de 2025, por determinação do BC, devido a supostas fraudes financeiras de impacto bilionário; a defesa do banco, ligada ao empresário Daniel Vorcaro, nega as acusações.

O cenário envolve governança, relações entre fundos, gestoras e instituições financeiras, com a Reag e o BRB sob escrutínio quanto a possível influência de investimentos e acordos entre partes associadas.

Este caso segue em observação, com novos desdobramentos possíveis sobre os vínculos entre BRB, Reag Investimentos e o mercado financeiro. Deixe sua opinião nos comentários sobre o impacto dessas informações na confiança dos investidores e na condução de governança corporativa no setor.

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