Fiesp e Firjan temem investigações comercias dos EUA contra o Brasil

Escrito por: Diógenes Cunha

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A indústria brasileira está preocupada com os desdobramentos das investigações sobre práticas comerciais do Brasil, cuja continuidade foi ordenada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na noite de sexta-feira (20/2). Na ocasião, o republicano anunciou tarifas globais de 10%, Neste sábado (21/2),  ele afirmou que aumentá a sobretaxa para 15%.

Em nota, tanto a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) como a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) destacaram a importância das investigações, dentro do rol de medidas anunciadas por Trump nos últimos dois dias.

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“O Brasil é um dos poucos países do mundo que já estão sob investigação desde julho de 2025”, diz o comunicado da Fiesp. “Com isso, os produtos brasileiros poderão ser atingidos por novas sobretaxas muito antes de nossos concorrentes internacionais, cujos processos de investigação se iniciarão a partir dos anúncios de sexta-feira.”

A nota da Firjan destaca a importância de uma análise detalhada sobre os prazos para a retirada das tarifas de 40% e 10% sobre produtos brasileiros e a substituição pela nova tarifa global, que na véspera havia sido fixada em 10%, mas, neste sábado, passou para 15%. “Também seguem como ponto de atenção as possíveis investigações anunciadas”, acrescenta o texto.

Seção 301

A investigação contra o Brasil, que também têm como alvo a China, ocorre no âmbito da Seção 301, da Lei Comercial de 1974, que apura supostas práticas desleais de comércio. Na análise são observadas questões como desmatamento ilegal, propriedade intelectual, pirataria, corrupção e o Pix. Ela pode resultar na aplicação de novas tarifas contra produtos brasileiros.

A continuidade das investigações comerciais foi mencionada na sexta-feira pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), depois que a Suprema Corte americana decidiu barrar as tarifas de Trump.

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