Foragido, Oruam posta vídeo alegando problemas na tornozeleira

Escrito por: Diógenes Cunha

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O cantor foragido Oruam publicou um vídeo nas redes nesta terça-feira em que aparece tentando carregar a tornozeleira eletrônica, sem sucesso. A Justiça do Rio de Janeiro decretou novamente sua prisão preventiva, a serem cumpridas pela 3ª Vara Criminal da Capital, após o relato público dos problemas com o equipamento.

Segundo o post, o dono da publicação atribui as falhas ao carregador, afirmando ter trocado o acessório, mas o problema persiste. A Justiça manteve a maioria das condições da medida e determinou que o novo impulso seja aplicado com o monitoramento por tornozeleira, como parte da decisão de prisão preventiva.

Oruam estava em liberdade por liminar concedida pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), atendendo a um pedido de habeas corpus. Ele é investigado pela tentativa de homicídio qualificado contra o delegado Moyses Santana Gomes e o oficial Alexandre Alves Ferraz, em operação da Polícia Civil em 22 de julho de 2025, que também envolveu o arremesso de pedras contra os agentes.

Relatórios da Coordenação de Monitoramento Eletrônico da SEAP-RJ apontam diversos descumprimentos das medidas cautelares, como o recolhimento noturno, a proibição de circular em áreas de risco e o monitoramento por tornozeleira. Entre outubro e novembro de 2025, o artista acumula 22 incidentes, com o novo equipamento também apresentando falhas de carregamento.

A Justiça manteve a fôlego da ação, e os relatos indicam 66 ocorrências de violações, sendo 21 gravíssimas em 2026, principalmente relacionadas à falta de carregamento da bateria. Oórgão informou que houve a troca do equipamento, mas o segundo dispositivo permanece sem carga desde 1° de fevereiro, dificultando o acompanhamento da medida judicial.

Além de Oruam, respondem ao processo Willyam Matheus Vianna Vianna Rodrigues Vieira, Pablo Ricardo de Paula Silva de Morais e Victor Hugo Vieira dos Santos. A situação envolve acusações ligadas à prática de violência durante a operação policial que prendeu um menor de idade envolvido com tráfico de drogas e crimes relacionados.

As informações oficiais destacam que os relatórios mensais são encaminhados à Terceira Vara Criminal, mantendo o acompanhamento da monitorização eletrônica e das medidas cautelares. A matéria reforça a complexidade do caso, ligado tanto a crimes contra agentes públicos quanto ao descumprimento contínuo de condições de liberdade.

Queremos saber sua opinião: você acha que as medidas de monitoramento são eficazes diante de tantas violações? Deixe seu comentário e compartilhe como enxerga o equilíbrio entre liberdade provisória e segurança pública. Conte pra gente o que você pensa sobre o caso de Oruam e sobre o uso de tornozeleiras no acompanhamento de crimes graves.

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