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Hungria ameaça cortar fornecimento de energia elétrica à Ucrânia

Hungria ameaça cortar fornecimento de energia elétrica à Ucrânia
Hungria ameaça cortar fornecimento de energia elétrica à Ucrânia

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Beata Zawrzel/NurPhoto via Getty Images

1 de 1 Imagem colorida mostra o premiê da Hungria, Viktor Orbán – Metrópoles – Foto: Beata Zawrzel/NurPhoto via Getty Images

O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, afirmou neste sábado (21/2) que poderá interromper o fornecimento de eletricidade à Ucrânia caso o país não restabeleça o trânsito de petróleo russo pelo oleoduto Druzhba.

A declaração de Orbán marca mais um capítulo da relação espinhosa de Budapeste e Kiev em meio à guerra contra a Rússia.

“Uma parte significativa da eletricidade que chega à Ucrânia vem da Hungria, e se pararmos de fornecê-la, poderemos ter grandes problemas”, disse, segundo canais de televisão húngaros.

Ele acrescentou que a possibilidade já foi discutida com a Eslováquia e poderá ser adotada se necessário.

O premiê também afirmou que a Hungria já suspendeu o fornecimento de combustível diesel à Ucrânia e bloqueou um empréstimo militar de 90 bilhões de euros da União Europeia destinado a apoiar Kiev. Segundo Orbán, as medidas são uma resposta a ações consideradas hostis por parte do governo ucraniano.

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Viktor Orbán, primeiro ministro da Hungria

Alan Santos/Presidência da República

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Gabinete presidencial da Ucrânia

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Beata Zawrzel/NurPhoto via Getty Images

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Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky

Toby Melville – WPA/Getty Images


Relação conturbada

  • As declarações ampliam o atrito entre Orbán e o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, que já trocaram críticas públicas recentemente.
  • Durante o Fórum Econômico Mundial, em Davos, Zelensky acusou o líder húngaro de agir contra os interesses europeus ao se opor a sanções contra a Rússia.
  • Orbán respondeu chamando o presidente ucraniano de “um homem em situação desesperadora” e reiterou que não apoiará os esforços de guerra de Kiev.
  • A Hungria tem sido uma das principais vozes dissidentes dentro da União Europeia em relação ao apoio militar e financeiro à Ucrânia desde o início da invasão russa, em 2022.
  • O governo húngaro defende negociações para encerrar o conflito e mantém relações mais próximas com Moscou do que outros países do bloco.

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O ponto central da disputa é o trânsito de petróleo russo pelo oleoduto Druzhba, uma das principais rotas de abastecimento energético da Europa Central. A Hungria depende fortemente desse fluxo para sua segurança energética e acusa a Ucrânia de comprometer seus interesses ao interromper ou restringir o transporte.

Apesar de ter afirmado anteriormente que continuaria fornecendo energia e apoio humanitário aos ucranianos, a nova ameaça indica uma mudança no tom de Budapeste e aumenta a pressão sobre Kiev em um momento crítico da guerra. Um eventual corte de eletricidade poderia agravar ainda mais a situação energética da Ucrânia, já afetada por ataques russos à infraestrutura.

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