Hytalo Santos e o marido são condenados por exploração sexual de menores

Escrito por: Diógenes Cunha

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O influenciador Hytalo Santos e o marido, Israel Vicente, foram condenados em primeira instância pelo Tribunal de Justiça da Paraíba por exploração de conteúdo pornográfico envolvendo adolescentes. A dupla foi presa em agosto de 2025, em Carapicuíba, no âmbito de investigações sobre tráfico de pessoas e exploração sexual infantil. Hytalo recebeu 11 anos e 4 meses de prisão, enquanto Israel Vicente foi condenado a 8 anos e 10 meses. A decisão tramita sob segredo de Justiça.

A informação foi publicada pelo portal G1 e confirmada pelo advogado Sean Kompier Abib, que atua na defesa dos condenados. A defesa afirma que vai recorrer e sustenta que a pena revela fragilidade jurídica e traços de preconceito. Segundo Abib, a decisão representa a “vitória do preconceito” contra um jovem nordestino, negro e homossexual, além de estigmatizar o universo cultural do brega funk.

As investigações, movidas pelo Ministério Público da Paraíba, apuram crimes de tráfego humano e exploração sexual infantil. O caso envolve um esquema em que Hytalo gravava danças com menores e chegou a criar uma casa chamada mansão, recebendo jovens em situação de vulnerabilidade com a aprovação dos pais. Ele formou o grupo chamado “filhos” e oferecia moradia, transporte e itens de luxo, com os adolescentes aparecendo nos conteúdos. A denúncia ganhou holofotes após um vídeo de Felca falar sobre adultização de crianças, citando o nome de Hytalo.

O tipo penal de tráfico humano prevê reclusão de 4 a 8 anos, com aumento de até um terço a metade se a vítima for criança ou adolescente, podendo chegar a 12 anos de prisão. O MP investiga também exploração de crianças e adolescentes nas redes sociais. O caso ganhou repercussão após Felca mencionar práticas associadas a Hytalo, e as contas de redes sociais de ambos foram alvo de desativação. A defesa sustenta que houve violência de preconceito nas alegações públicas e que os vídeos contribuíram para o estigma social.

Além disso, a defesa afirma que a decisão traz vieses relacionados a características pessoais, como raça e orientação sexual, o que, segundo eles, não guarda relação jurídica com os fatos. O Tribunal não se manifestou sobre a sentença, e a defesa já indicou que pretende recorrer para contestar pontos jurídicos considerados falhos. O caso continua sob análise do Judiciário, com a possibilidade de novas etapas processuais.

Queremos ouvir você: qual é a sua leitura sobre a presença de preconceito no processo, a proteção de menores nas redes e a atuação da justiça diante de casos assim? Deixe seu comentário, compartilhe sua opinião e participe da conversa.

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