Presidente da Anpc critica suspensão ‘temporária’ de importações e convoca grande protesto em Ilhéus

Escrito por: Diógenes Cunha

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A presidente da Associação Nacional de Produtores de Cacau (ANPC), Vanuza Barroso, criticou nesta terça-feira (24) a publicação no Diário Oficial que suspende, em caráter temporário, a importação de cacau da Costa do Marfim. Para a entidade, a medida é insuficiente, não atende às reivindicações do setor e ignora os riscos fitossanitários que ameaçam a lavoura brasileira.

Em vídeo divulgado nas redes sociais, Vanuza chamou a decisão do Ministério da Agricultura de “desrespeito ao produtor”. A demanda central é a revogação imediata da Instrução Normativa (IN) nº 125 e a suspensão total das importações até que se comprove a real necessidade de trazer amêndoas de fora.

Ela explicou que a ANPC foi excluída de reuniões estratégicas ocorridas em Brasília na última semana para tratar da crise, sem receber convite e sem participação efetiva nas decisões.

Ela também criticou o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, afirmando que ele já provocou danos à cacauicultura ao permitir que navios chegassem ao Porto de Ilhéus, abarrotando os armazéns das moageiras, e que agora decide suspender as importações de forma temporária, algo com que a entidade não concorda.

A ANPC contesta a ideia de que o risco fitossanitário decorre apenas de países que praticam contrabando. Documentos obtidos via Fala BR, segundo a presidente, mostram que pragas presentes na Costa do Marfim também ocorrem em Gana, outro grande exportador.

“Dizer que as amêndoas infectadas vêm apenas do contrabando é uma falácia. A importação desenfreada pressiona os preços e coloca em risco a sanidade das plantações”, explica Vanuza.

Diante desse cenário de abandono relatado pela diretoria, a ANPC convocou todos os produtores para uma grande mobilização na próxima sexta-feira (27), em Ilhéus, com o objetivo de mostrar a força do setor e exigir representação real nos processos decisórios.

“Precisamos de representantes que atuem em prol da cacauicultura brasileira. Este é um ano eleitoral e precisamos ter cuidado para não sermos enganados”, alerta a presidente, ao apontar agendas políticas em Brasília que, segundo ela, ignoraram os produtores locais.

Qual a sua opinião sobre a importação de cacau, os riscos sanitários e as decisões que afetam a cacauicultura brasileira? Deixe seu comentário e participe do debate.

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