Saiba hipóteses da polícia sobre caso Bacabal em 4 semanas de buscas

Escrito por: Diógenes Cunha

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Quatro semanas após o desaparecimento de Ágatha Isabelly, 6 anos, e Allan Michael, 4, no Quilombo São Sebastião dos Pretos, em Bacabal, Maranhão, as forças de segurança concentram esforços na investigação e na apuração de hipóteses sobre o paradeiro das crianças. As buscas em campo foram reduzidas desde que a área considerada prioritária foi classificada como saturada.

Neste sábado (31/1), o prefeito de Bacabal, Roberto Costa (MDB), publicou um novo vídeo mostrando equipes de segurança em nova operação na região de mata. “Nós estamos aqui acompanhando a força do nosso sistema de segurança e continuamos fazendo as buscas pelas crianças. Hoje são cerca de 20 homens e mulheres da Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, CTA, com apoio de helicóptero, choque e cães farejadores”, afirmou, destacando a dificuldade de acesso à área.

Com a ausência de corpos ou sinais claros de crime, as autoridades mantêm hipóteses em aberto. O coronel Duque aponta que a falta de vestígios sustenta a possibilidade de que as crianças estejam vivas em outro local. Uma equipe especializada em rastreamento segue na região, com apoio de drones e equipamentos de inteligência, pronta para atuar caso surjam novos indícios.

A prefeitura mantém uma recompensa de R$ 20 mil para quem fornecer informações concretas sobre o paradeiro das crianças. As denúncias podem ser feitas de forma anônima pelo Disque-Denúncia 181. A Secretaria de Segurança Pública do Maranhão (SSP-MA) informou que as equipes permanecem em prontidão e que buscas pontuais podem ser retomadas a qualquer momento, se surgirem novas informações.

Após quase um mês sem vestígios concretos, a força-tarefa alterou a estratégia. As buscas aquáticas no Rio Mearim foram encerradas na terça-feira (22/1). Cães farejadores chegaram a seguir o rastro das crianças até as margens do rio, mas não houve evidência. Durante cinco dias, equipes da Marinha, do Corpo de Bombeiros e de outros órgãos vascularam cerca de 19 quilômetros do rio, com cinco trechos examinados com maior detalhamento. O capitão Simões, da Marinha, afirmou que 11 pontos de interesse foram identificados, mas a linha ligada ao trecho fluvial foi descartada. No terreno, o Exército informou que aproximadamente 200 quilômetros de mata e áreas de difícil acesso já foram percorridos desde o desaparecimento.

As autoridades ressaltam que as investigações continuam e que novas informações podem reabrir linhas de apuração a qualquer momento. Enquanto isso, familiares aguardam por notícias sobre Ágatha Isabelly e Allan Michael na cidade de Bacabal.

Participe nos comentários com sua opinião sobre as ações das autoridades, as hipóteses em jogo e a estratégia de busca adotada.

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