Sob pressão de Trump, Irã autoriza negociações nucleares com os EUA

Escrito por: Diógenes Cunha

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Resumo: após pressionado por declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, o Irã anunciou que o presidente Masoud Pezeshkian ordenou ao chanceler Abbas Araghchi iniciar negociações nucleares “justas e equitativas” com os Estados Unidos. O encontro pode ocorrer em 6 de fevereiro na Turquia, com mediação de Egito, Catar, Turquia e Arábia Saudita. Pezeshkian comunicou a decisão, desde que haja um ambiente livre de ameaças e expectativas irreais, reforçando a abertura para diálogo apenas em condições aceitáveis.

A pressão sobre Teerã ganhou força desde o início de janeiro, quando Trump havia advertido que, sem acordo, ocorreriam “coisas ruins”. O chanceler Araghchi parece estar conectado às negociações com o enviado de Trump, Steve Witkoff, indicando que o Irã pode enviar um representante para as tratativas, com mediadores regionais atuando como mensageiros entre as partes.

Os ocidentais acusam a República Islâmica de buscar armamento atômico, algo negado pelo Irã. O governo teme perder o direito de enriquecer urânio sob o Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP). Em 2015, Teerã assinou um acordo que restringia suas atividades nucleares, mas o acordo perdeu efeito após a retirada dos EUA, ordenada por Trump no início de seu mandato.

No âmbito diplomático interno, três temas ganham destaque: a violenta repressão aos protestos que começou no fim de 2022, com milhares de detenções — HRANA estima mais de 42 mil pessoas presas e 6.854 mortas —, a convocação dos embaixadores europeus depois de a UE designar a Guarda Revolucionária como organização terrorista e novas sanções britânicas contra autoridades iranianas, incluindo o ministro do Interior. O Irã afirma que não aceita ultimatos e que negociações dependem de um ambiente estável e respeitoso.

O cenário permanece aberto, com promessas de diálogo condicionadas a um marco negociador aceitável para Teerã e mudanças significativas no comportamento de Washington. A situação exige acompanhar se as conversas se materializarão, quais serão as condições acordadas e como reagirão as partes envolvidas. E você, como vê o caminho para negociações nucleares entre Irã e EUA e o papel da mediação regional?

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