Ataques no Irã: especialistas preveem transição difícil e risco de escalada terrorista

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Na manhã de 28 de fevereiro de 2026, Teerã viveu momentos de tensão após duas explosões, com o Ministério da Defesa de Israel alegando ter lançado um ataque preventivo contra o Irã. Jornais da AFP relataram as explosões e duas colunas de fumaça no centro e no leste da capital iraniana, enquanto sirenes soavam em Jerusalém e moradores recebiam alertas sobre uma ameaça extrema.

Três especialistas em geopolítica foram convidados a analisar os desdobramentos: o coronel da reserva Paulo Filho, o comentarista Diego Tavares e o professor Niemeyer. Em meio à narrativa, destaca-se a confirmação da morte do líder supremo Ali Khamenei anunciada pelo presidente Donald Trump.

O objetivo político definido pelo presidente Trump e pelo primeiro-ministro Netanyahu é a mudança de regime no Irã”, afirmou o coronel Paulo Filho. Ele descreveu a eliminação de Khamenei como resultado de uma operação de inteligência extensa, com fontes humanas infiltradas no governo iraniano, mas alertou que a morte do líder não implica o colapso automático do regime. Segundo ele, alguém da Guarda Revolucionária deve assumir rapidamente o poder, e o Irã pode responder com retaliação.

Para o coronel, o Irã demonstrou resiliência, mas enfrenta a “mais poderosa força armada da história”— os Estados Unidos — aliada a Israel. “Tudo vai depender da capacidade do Irã de manter esse esforço após os mais de 900 ataques americanos até hoje”, ponderou. Não descartou o recrudescimento de ações terroristas e de guerra híbrida em todo o mundo, destacando o papel de Khamenei como líder máximo do xiismo.

Diego Tavares classificou o dia como histórico e celebrou o enfraquecimento do regime, afirmando que o mundo fica melhor com o enfraquecimento dos aiatolás e a morte de Ali Khamenei. Contudo, foi realista sobre a transição, lembrando que os Estados Unidos provavelmente negociarão com estruturas já consolidadas, como a Guarda Revolucionária. As chances de uma deposição de regime nesse momento, segundo ele, são baixas.

O professor José Niemeyer, do Ibmec-RJ, criticou a ineficiência do Conselho de Segurança da ONU e sugeriu reformas. Entre as propostas, ele falou em retirar o poder de veto, ampliar para 11 membros e aprovar por maioria simples. Entre os possíveis novos membros permanentes, ele citou Alemanha, Japão, Brasil, Nigéria, Indonésia e África do Sul, reconhecendo, porém, que isso pode permanecer um “sonho” para a noite.

O debate destacou ainda o risco de ações terroristas e de guerras híbridas, com o Irã buscando manter o esforço de confrontação e os EUA, aliados a Israel, mantendo a superioridade militar. O cenário permanece complexo, com possibilidades de novos desdobramentos regionais e globais.

E você, o que acha que esse desfecho pode significar para a estabilidade internacional nos próximos meses? Deixe sua opinião nos comentários e compartilhe suas perspectivas sobre o Irã, a região e o sistema de segurança global.

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