Meta description: Investigações no Oeste da Bahia revelam repasses de R$ 15 milhões para um policial militar aposentado ligado a milícia, com ligações a Agrothathi, Grupo Thathi e operações de mídia no interior de São Paulo.
Investigação em curso aponta repasses de R$ 15 milhões em dois anos e meio para o policial militar Carlos Erlani Gonçalves dos Santos, preso sob suspeita de chefiar uma milícia privada que atuava na grilagem de terras na região Oeste da Bahia, na fronteira com Goiás. A apuração financeira identifica movimentações iniciadas entre agosto de 2021 e abril de 2024, a partir de um relatório do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) em sigilo, obtido pela Folha de S.Paulo. As empresas ligadas ao Grupo Thathi e ao grupo Agrothathi aparecem como(operator)as emissoras das transferências.
Ligações empresariais complexas apontam a Agrothathi Ltda., cujo sócia é Adriana Baptiston Cefali Zaher (casada com Chaim Zaher), como sócia de outros empreendimentos do Grupo SEB e proprietária da Maple Bear Global, além de atuarem no setor de educação. O empresário por trás do caso também controla o Grupo Thathi de Comunicação, que, segundo a apuração, assumiu o SBT de João Pessoa no final de 2025. O grupo seria responsável por operações de afiliadas em Ribeirão Preto, Jaú, Bauru e Marília, no interior de São Paulo, em parceria com a família Abravanel, e já controla unidades do SBT em São José dos Campos, Araçatuba, Presidente Prudente e São José do Rio Preto, além da Band em Santos e a Record de Campinas. A apuração aponta a consolidação das operações de TV no interior e no litoral paulista.
Transferências e protagonistas a apuração indica que as transferências para Erlani ocorreram entre agosto de 2021 e abril de 2024, movidas por empresas do grupo K e ligadas à agropecuária na região. A Agrothathi, sozinha, transferiu cerca de R$ 2,6 milhões a Erlani no período investigado; Adriana Zaher e Chaim Zaher aparecem como sócios do Grupo SEB. As investigações do Gaeco apontam que Nestor Hermes, proprietário da Agropecuária Ubatuba, é ligado ao suposto líder do esquema de grilagem na região de Cocos.
Respostas oficiais e nuances das apurações a Agrothathi afirmou ter sido fundada em 2020 e que, em meados de 2022, assinou uma avença com a empresa de Erlani para prestação de serviços agrícolas e de segurança patrimonial. Segundo a nota, as contraprestações ocorreram por meio da emissão de notas fiscais eletrônicas. A avença foi rescindida assim que a empresa ficou sabendo, pela mídia, em abril de 2025, dos fatos relacionados à empreiteira CE do Corrente e seus sócios. Já a Agropecuária Ubatuba é apontada como responsável pela segunda transferência relevante, próxima de R$ 1 milhão, segundo as investigações do Gaeco.
Perspectiva das investigações as apurações sobre o tema seguem em curso, com as empresas citadas ainda não sendo mencionadas nas denúncias formais. O conjunto de informações indica uma rede de repasses entre empresas do setor agropecuário e de comunicação, conectando a Bahia, o interior de São Paulo e figuras envolvidas na gestão de terras. As investigações destacam a necessidade de maior transparência nas operações financeiras e a vigilância sobre possíveis vínculos entre atividades empresariais e ilícitos na região.
Agora é sua vez: o que você acha que as apurações podem significar para o cenário de mídia e de segurança jurídica na região? Deixe seu comentário com sua opinião, dúvidas ou observações sobre o tema. Sua participação enriquece o debate e ajuda a entender melhor as implicações dessas denúncias.

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