O ato bolsonarista realizado no domingo, 1º de março, na Avenida Paulista, em São Paulo, marcou a retomada dos ataques da ala radical do movimento ao STF e abriu caminho para o discurso de Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência em 2025.
No trio elétrico, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) esteve cercado por Nikolas Ferreira (PL-MG) e Silas Malafaia, numa demonstração de força da base. O roteiro convidado atacou o ministro Alexandre de Moraes, atribuindo a ele acusações de corrupção envolvendo o Banco Master, enquanto Flávio poupou os magistrados da Suprema Corte e concentrou críticas em relação ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A mobilização também revelou o entrosamento com aliados estratégicos, como os governadores de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), e de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), além de mensagens voltadas ao eleitorado feminino e a beneficiários do programa Bolsa Família.
Entre as falas, o bolsonarismo ressaltou escândalos de corrupção que atingiram governos do PT, mencionou suspeitas envolvendo o filho mais velho de Lula na Farra do INSS e enfatizou a ideia de retomar o legado do governo do pai de Flávio, buscando ampliar o alcance político da campanha.
Foi a primeira manifestação do movimento desde que Flávio foi apontado como pré-candidato pelo pai, Jair Bolsonaro, e desde a prisão de Bolsonaro no complexo penitenciário da Papuda. Em discurso, Flávio afirmou ter aprendido honestidade em casa e destacou que é filho de Bolsonaro, não de Lula.
A mobilização ocorreu em ao menos 17 cidades, incluindo 13 capitais, com a maior concentração em São Paulo. Um levantamento do Cebrap, USP e More in Common apontou adesão abaixo da média de atos de direita na Paulista no ano anterior, com cerca de 20,4 mil pessoas; em 2025, os números variaram entre 12 mil e 45 mil, com média de pouco mais de 30 mil por ato.
A pauta, porém, manteve-se difusa. Os organizadores divergiram sobre tornar os ministros do STF alvos principais, resultando em um ato com seis temas e com viés eleitoral evidente em torno da pré-candidatura de Flávio. Mesmo assim, Lula permaneceu como tema central nas falas, sem reforçar ataques diretos a magistrados.
Para não violar regras eleitorais, Flávio citou aliados como Zema e Caiado para sinalizar apoio sem caracterizar propaganda antecipada, enquanto repetia a associação entre o PT e problemas antigos, buscando manter o foco do público em suas propostas e no legado familiar.
A cobertura destacou que Bolsonaro e Lula foram os poucos temas recorrentes, com a presença de lideranças do bolsonarismo e a defesa de pautas como anistia a envolvidos em crises passadas, prisão domiciliar de Bolsonaro e propostas de impeachment de ministros do STF. O tom reforçou a preparação para a cena eleitoral de 2025.
Galeria de imagens da Paulista mostra a variedade de figuras presentes, desde parlamentares até apoiadores de diferentes estados, compondo o mapa de apoio ao movimento e ao projeto de Flávio Bolsonaro rumo à Presidência.











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A cobertura aponta para o panorama da mobilização e para as implicações políticas, com o tom de uma ação que pode definir o ritmo da disputa de 2025. O evento evidencia a importância de compreender como o bolsonarismo está estruturando a agenda pública e mobilizando diferentes setores da cidade antes das próximas eleições.
E você, o que acha das estratégias adotadas pelos apoiadores de Flávio Bolsonaro para 2025? Deixe seu comentário e compartilhe sua visão sobre o papel do STF, as alianças nacionais e as pautas que devem orientar o debate público.


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