O ministro André Mendonça, do STF, decidiu que Aline Mota, a ex-secretária de Antonio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, deve comparecer na oitiva da CPMI do INSS marcada para esta segunda-feira (2/3). O magistrado também assegurou que ela poderá permanecer em silêncio durante perguntas que possam autoincriminá-la. Aline Mota é apontada como uma das principais beneficiárias do esquema de descontos associativos e será a única ouvida pela CPMI nesta sessão; os outros dois depoimentos foram cancelados.
A oitiva de Rodrigo Ortiz D’Avila Assumpção, presidente da Dataprev, foi desmarcada por conta da viagem institucional à Cúpula de Impacto da IA (AI Impact Summit) e da Missão Estratégica em Inteligência Artificial (MESTRIA) na Índia. Também estava prevista a oitiva do advogado Cecílio Galvão, que faltou à CPMI; segundo a cúpula, ele seria conduzido de forma coercitiva, e não foi localizado pela comissão, apesar de ter supostamente recebido valores próximos a milhões de reais de entidades investigadas.
A CPMI do INSS entra no seu último mês de atividades, instalada em 20 de agosto de 2025, com prazo final marcado para 28 de março. O presidente da comissão, Carlos Viana (Podemos-MG), busca prorrogar o prazo por mais 60 dias, mas esbarra no presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).
Na última sessão, em 26 de fevereiro, Viana pautou requerimentos controversos, entre eles a quebra de sigilo de Fabio Luís Lula da Silva, conhecido como “Lulinha”. A votação terminou em confusão entre oposição e base governista. O deputado enviou pedido a Alcolumbre para se manifestar sobre a prorrogação; se não houver resposta, ele diz que acionará o STF em até sete dias para tentar assegurar o andamento da CPMI.
A CPMI do INSS, criada na esteira da operação Sem Desconto, segue em curso para esclarecer as implicações envolvendo o INSS e o grupo investigado. Comente abaixo a sua leitura sobre o andamento das investigações e a possibilidade de extensão do prazo.

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