Do presídio de Rebibbia, em Roma, a deputada federal cassada Carla Zambelli (PL-SP) montou uma chapa para concorrer às eleições em São Paulo. A aposta principal é a mãe, Rita Zambelli, que terá 76 anos ao concorrer pela primeira vez à Câmara dos Deputados, com o slogan “eu sou a voz da minha filha”.
“É importante que eu seja candidata porque a única forma de falar com a Carla é por escrito. Eu vou ser candidata no lugar dela, e se Deus quiser, eu vou ser a voz dela”, disse Rita Zambelli ao Metrópoles.
A matriarca participou da manifestação bolsonarista deste domingo (1º/3), em São Paulo, vestindo camiseta com o rosto de Carla e a frase “eu sou a voz da minha filha”, que deve servir de slogan da campanha.
Segundo o irmão de Carla, Bruno Zambelli (PL-SP), a decisão foi tomada em conjunto entre Carla, a ex-deputada e a cúpula do partido. A ideia inicial era que o filho de Carla, João Zambelli, de 18 anos, fosse o candidato que levaria o sobrenome para a Câmara Federal.
“O partido pediu para eu sair candidato, mas eu teria de deixar de concorrer aqui no estado para concorrer a deputado federal. Aí, eu e a Carla, pedimos para ela, porque é o nome, né? Ela é a Zambelli original. Ela é Rita Zambelli”, contou Bruno, que tentará renovar seu mandato na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp).
Bruno disse ainda que cogitou-se a candidatura do pai dele, mas, devido a um AVC em 2024, ele preferiu ficar nos bastidores. Segundo o deputado, a mãe “sente menos” o peso da campanha. Rita ainda contará com a ajuda do neto João na jornada política.
“Ela topou até tomar um Mounjaro agora para ver se dá uma emagrecida, né? Vai ser um pouco mais difÃcil, mas a gente vai ajudar. Onde ela não conseguir alcançar, a gente pula e pega”, completou o deputado.
Além de Rita, Carla também articula a candidatura do advogado Fábio Pagnozzi, que está em tratativas para se filiar ao Partido Novo de São Paulo.
Advogado candidato pelo Novo
Pagnozzi participou nesta segunda-feira (2/3) da filiação do advogado Jefrey Chiquini ao Novo do Paraná. Chiquini ficou conhecido por defender réus dos ataques de 8 de janeiro de 2023 e por críticas ao STF nas redes.
Além de Chiquini, o advogado de Zambelli pretende contar com o ex-procurador da Lava Jato e deputado cassado Deltan Dallagnol (Novo-PR) e o deputado Marcel Van Hattem (Novo-RS) como aliados políticos.
“A Carla fez uma carta para mim, pedindo que eu a representasse aqui no Brasil, por eu estar lutando pelas injustiças não só dela, mas de outros perseguidos políticos”, disse Pagnozzi, que acha mais estratégico concorrer pelo Novo, já que a mãe de Zambelli disputará pelo PL.
O advogado também defende Eduardo Tagliaferro, ex-auxiliar do ministro Alexandre de Moraes, do STF, que divulgou áudios do magistrado e foi citado pela PGR por violação de sigilo funcional, entre outras acusações.
“Tenho esse compromisso com a Carla e com o Tagliaferro também de sair para deputado federal para tentar fazer com que a gente mude o sistema judiciário”, afirmou Pagnozzi.
A aparente estratégia da família Zambelli mostra a intenção de manter a influência política em São Paulo, com Rita à frente de uma campanha à Câmara dos Deputados e a formação de alianças no entorno. E você, o que pensa sobre essa estratégia de manter o clã ativo na política? Deixe sua opinião nos comentários.

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