Em 4 de março de 2026, a Espanha aceitou cooperar com as forças militares dos Estados Unidos na operação contra o Irã, conforme informou a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt. O governo dos EUA disse que as tropas já estão coordenando ações com seus interlocutores espanhóis para as próximas etapas. A declaração veio após Madri ter inicialmente negado o uso de bases espanholas na ofensiva.
O ministro das Relações Exteriores, José Manuel Albares, negou categoricamente que a posição espanhola tenha mudado, reiterando que a Espanha não autoriza o uso de bases para atacar o Irã. O presidente do governo, Pedro Sánchez, foi categórico ao afirmar que a posição do governo é “não à guerra” e que não se tornará cúmplice de ações que vão contra seus valores, mesmo diante de pressões.
A tensão entre aliados aumentou depois de o presidente Donald Trump ameaçar cortar o comércio com a Espanha caso as bases não fossem utilizadas. A Comissão Europeia manifestou solidariedade à Espanha e disse estar pronta para defender os interesses da UE, se necessário. Enquanto isso, a operação conjunta entre EUA e Israel começou com ataques sobre Teerã e houve relatos de fumaça sobre a capital iraniana no fim de semana, com ações também no Iraque e no Golfo. Em Erbil, no Iraque, houve explosões próximas ao consulado dos EUA e, em várias bases, houve ataques com mísseis e drones, segundo agências internacionais.
O IRGC disse ter mirado a Quinta Frota dos EUA no Bahrein e afirmou que a primeira onda de mísseis e drones foi lançada contra Israel. Em resposta, autoridades israelenses reforçaram o alerta e prometeram retaliação. Entre os ataques na região, explosões foram relatadas em Riade, Manama e Doha, com interceptações de mísseis atribuídas a ataques iranianos. O Ministério das Relações Exteriores do Irã prometeu responder de forma decisiva.
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