O ministro Flávio Dino, do STF, suspendeu a decisão da CPMI do INSS que, em votação simbólica e em bloco, aprovou a quebra de sigilo da empresária Roberta Luchsinger, apontada como amiga de Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A deliberação ocorreu na última quinta-feira (26), quando foram votados 87 requerimentos apresentados por deputados e senadores, incluindo as quebras de sigilo de Roberta e de Lulinha.
Ao analisar o pedido da defesa, Dino concordou parcialmente com os argumentos, afirmando que a CPMI não poderia aprovar as quebras de sigilo em votação conjunta, sendo necessária a análise individualizada de cada requerimento.
Parlamentares da base do governo contestaram o procedimento adotado pela CPMI. Ainda assim, a decisão foi mantida pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), em anúncio feito no plenário da Casa na terça-feira (3).
(Atualizada às 18h com correção sobre a decisão que se refere à amiga de Lulinha).
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