CPMI cancela sessão por problema de saúde com relator e membros se debruçam sobre quebra de sigilo de Vorcaro

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O presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), cancelou a reunião marcada para esta quinta-feira (5) destinada a votações de requerimentos e oitivas. Entre os itens da agenda está a quebra de sigilo bancário e fiscal da J&F Participaçotões, controlada pelos irmãos Joesley e Wesley Batista.

O cancelamento ocorreu após o relator, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), relatar mal-estar. A assessoria de Gaspar afirmou que ele sofreu sinusite e apresentou piora durante a madrugada desta quinta, com febre e dores na garganta, o que o impede de conduzir as oitivas previstas.

A pauta previa ainda convocações como Fabiano Zettel, empresário e cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro, alvo de uma ordem de prisão determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF. Na segunda etapa da reunição, seriam colhidos os depoimentos do presidente da Dataprev, Rodrigo Ortiz D’Ávila Assumpção, e do advogado Cecílio Galvão.

Apesar do cancelamento da sessão, diversos membros da CPMI do INSS estão avaliando nesta quinta os dados da quebra de sigilo do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. As informações foram remetidas nesta quarta à comissão pela Polícia Federal.

O material resultante da quebra de sigilo foi enviado para a CPMI do INSS após despacho do ministro André Mendonça, que revogou a decisão do ex-relator do caso Master, Dias Toffoli. O relator anterior havia determinado que informações obtidas por meio de quebras de sigilo ficassem sob a guarda do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União – AP).

Em suas redes sociais, o deputado Kim Kataguiri (União-SP) disse estar avaliando o material recebido pela CPMI, e confirmou informações publicadas pela imprensa sobre conversas entre Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes, do STF. Kataguiri afirma que por conta do sigilo imposto aos parlamentares, não pode revelar as informações, mas diz que apresentará requerimentos de convocação de autoridades como Moraes.

Assim como Kataguiri, outros parlamentares correm contra o tempo para obter informações a tempo útil antes do fim do trabalho da comissão, previsto para o dia 28 de março. O senador Carlos Viana tenta junto ao presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União-AP), a prorrogação das atividades da CPMI por mais 60 dias.

Nesta semana, Alcolumbre decidiu manter a votação do requerimento que quebrou o sigilo de Fábio Luiz Lula da Silva, o Lulinha. O presidente do Congresso, entretanto, ainda não decidiu se atenderá o pedido para prorrogação dos trabalhos da comissão.

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