O Departamento de Justiça dos EUA divulgou documentos do FBI descrevendo entrevistas com uma mulher que acusa o presidente Donald Trump de estupro nos anos 1980. As páginas, vinculadas ao material do caso Epstein, haviam sido retidas do vasto acervo de documentos relacionados ao abusador, segundo o FBI.
As notas datilografadas descrevem entrevistas conduzidas pelo FBI com a vítima em 2019, quando ela afirmou ter sido estuprada por Epstein e por Trump. Ela registrou a denúncia pouco depois da prisão de Epstein, naquele ano.
O Departamento de Justiça já havia divulgado documentos indicando a existência de quatro entrevistas e resumos de cada conversa. No entanto, apenas uma dessas entrevistas tinha sido incluída na divulgação inicial, o que levantou dúvidas sobre a omissão das outras três, já que a Lei de Transparência dos Arquivos Epstein, aprovada em novembro de 2025 pelo Congresso, determina que o governo divulgue todo o material investigativo relacionado a Epstein, sem revelar informações que identifiquem as vítimas.
Quando os arquivos foram tornados públicos no final de janeiro, autoridades descreveram o acervo como incluindo todo o material enviado pelo público ao FBI e reconheceram que isso incluía acusações não corroboradas.
“Alguns dos documentos contêm acusações falsas e sensacionalistas contra o presidente Trump que foram submetidas ao FBI pouco antes da eleição de 2020”, disse o departamento.
A divulgação reacende o debate sobre transparência de arquivos sensíveis e o peso das acusações não verificadas em figuras públicas. Como você avalia a divulgação desses documentos e as alegações apresentadas? Compartilhe sua opinião nos comentários.

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