Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, foi transferido da Penitenciária II Potim, no interior de São Paulo, para a Penitenciária Federal de Brasília, na tarde desta sexta-feira (6/3). A decisão partiu do ministro André Mendonça, relator do Caso Master, após determinação da Polícia Federal de que a mudança era necessária para preservar a integridade física do banqueiro diante do andamento das investigações.
A PF explicou que a penitenciária de Brasília oferece estrutura de segurança compatível com a complexidade da operação. Vorcaro deixou Potim pela manhã e foi encaminhado ao aeroporto de São José dos Campos, de onde seguiu para a capital federal, sob escolta de autoridades.
Além de Vorcaro, outras três pessoas foram presas e quatro receberam medidas cautelares. As investigações apontam a existência de uma organização criminosa liderada pelo banco, com quatro núcleos distintos, denominada “A turma”, descrita pela PF como o “braço armado” e “milícia” do esquema.
Um dos presos é Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário” de Vorcaro, que atuava coletando dados pessoais e intimidando jornalistas e outras pessoas contrárias aos interesses do grupo. Ele tentou se matar na carceragem da PF em Belo Horizonte e permanece internado em estado grave; a PF abriu um inquérito para apurar as circunstâncias da tentativa.
O histórico do caso indica que Vorcaro já havia sido preso e solto em novembro do ano passado, sob tornozeleira eletrônica. Em abril, a PF deflagrou a operação Compliance Zero para apurar suspeitas de fraude no Banco Master, fortalecendo o quadro de prisões preventivas e medidas cautelares.




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