A Polícia Federal confirmou a morte de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como Sicário, na sexta-feira (6/3), dois dias após ser internado em Belo Horizonte. Ele estava sob custódia da PF desde a prisão, na quarta-feira (4/3), durante a terceira fase da operação Compliance Zero, que apura indícios de fraude no Banco Master.
Segundo a PF, Sicário integrava uma “milícia pessoal” ligada ao banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, também preso na operação. O apelido era utilizado para designar o trabalho de monitoramento e ameaças a empresários, ex-funcionários e jornalistas, conforme documentos obtidos pela investigação.
A apuração aponta que ele coordenava o grupo conhecido como Turma, formado por pessoas com experiência em segurança. O investigado recebia cerca de R$ 1 milhão por mês para executar serviços, valor repassado por Fabiano Zettel (cunhado de Vorcaro) e distribuído entre os integrantes.
A PF investiga possível prática de crimes de ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos por organização criminosa. Além de Mourão, Daniel Vorcaro foi transferido para o Presídio Federal de Brasília e Fabiano Zettel também foi preso durante as ações.
Sobre a morte, a PF informou que o espião tentou tirar a própria vida enquanto estava sob custódia na Superintendência Regional da PF em Minas Gerais. Investigadores presentes no local prestaram o socorro imediato, iniciaram procedimentos de reanimação e acionaram o SAMU. Mourão foi encaminhado ao Hospital João XXIII, no centro de Belo Horizonte, onde permaneceu em estado grave até a sexta-feira.
“Informamos que o quadro clínico de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão evoluiu a óbito, que foi legalmente declarado às 18h55, após encerramento do protocolo de morte encefálica iniciado hoje, 6/3/26, por volta das 10h15. O corpo será encaminhado ao Instituto Médico Legal, seguindo-se o protocolo legal”,
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O caso envolve uma rede criminosa que, segundo a PF, operava com violência e coordenação entre membros próximos a Vorcaro. A investigação segue em andamento para esclarecer o conjunto de crimes atribuídos à organização, além de apurar responsabilidades individuais dentro da estrutura investigada.
Enquanto isso, a família e a defesa de Mourão aguardam os desdobramentos do procedimento legal e a conclusão dos registros médicos que confirmam o óbito por morte encefálica. A Justiça pode dar continuidade aos processos relacionados aos demais envolvidos na operação.
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