Em início de 2006, já atuando como deputado federal, José Dirceu talkou comigo em Brasília sobre a conjuntura política. Numa conversa no restaurante Piantella, ele minimizou o peso da corrupção na hora de eleger governos, dizendo que a economia, e não o escândalo, é o que decide as urnas. Segundo Dirceu, o momento econômico favorável era o fator determinante, refletido nos indicadores da época.
Naquele ano, Lula foi reeleito ao derrotar Geraldo Alckmin. Foi a primeira vez que um presidente teve mais votos no primeiro turno do que no segundo. Lula terminou o segundo mandato com 80% de aprovação e transferiu a faixa para Dilma Rousseff.
Sobre as eleições atuais, o cenário aponta que a economia está estável e o governo não é protagonista de grandes escândalos. O desafio para Lula, mais experiente, está em enfrentar o peso do chamado Caso Master, ligado a questões financeiras herdadas do governo anterior, além de tensões no INSS. O episódio coloca Lula como símbolo do ciclo político, não apenas da gestão anterior.
Não será fácil para Lula. O caminho pode ser mais duro que em 2022, a depender da evolução da avaliação pública. Se, até meados deste ano, a avaliação positiva de Lula e de seu governo subir acima de 50%, as chances podem se acentuar; caso contrário, o cenário pode permanecer desfavorável.
Todas as colunas do Blog do Noblat, no Metrópoles, acompanham esse olhar sobre o momento político: https://www.metropoles.com/blog-do-noblat/ricardo-noblat
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