O Irã anunciou neste domingo (8/3) a escolha de Mojtaba Khamenei, 56 anos, como novo líder supremo, sucedendo o aiatolá Ali Khamenei, morto em 28 de fevereiro após ataques conduzidos por Israel e pelos Estados Unidos contra o país.
A decisão foi tomada pela Assembleia de Peritos, órgão de 88 aiatolás responsável por eleger o líder desde a Revolução Islâmica de 1979. Segundo Hosseinali Eshkevari, Mojtaba foi escolhido pela maioria dos votos para dar continuidade ao legado político e religioso de seu pai.
Apesar disso, construiu sua trajetória próximo ao centro do poder político. Durante anos, trabalhou no gabinete de seu pai, o então líder supremo Ali Khamenei, e ficou conhecido como articulador e intermediário dentro da estrutura de governo iraniana.
Mojtaba começou a ganhar maior visibilidade pública no final da década de 1990, quando a autoridade de seu pai já estava consolidada no comando do país. Antes disso, ainda jovem, teve uma breve participação na Guerra Irã-Iraque, aos 17 anos.
Em 2019, o governo do então presidente Donald Trump impôs sanções contra Mojtaba, acusando-o de atuar em nome do líder supremo mesmo sem ocupar cargo formal no Estado.
Em 2022, ele recebeu o título religioso de aiatolá, requisito necessário para ocupar o cargo de líder supremo, visto por analistas como sinal de que estaria sendo preparado para suceder o pai.
Com a escolha de Mojtaba, o Irã terá um novo líder supremo após mais de três décadas sob Ali Khamenei. No sistema político iraniano, o líder concentra amplos poderes. Além de autoridade religiosa, exerce funções de chefe de Estado, comandante das Forças Armadas e responsável final pelas principais decisões políticas do país.
Ao longo dos anos, Mojtaba construiu uma reputação baseada em dois pilares: a relação próxima com o aparato de segurança do país, em especial a Guarda Revolucionária Islâmica, e uma posição política conservadora, marcada pela oposição a reformas internas e à aproximação com países ocidentais.
Essa combinação de vínculos com o aparato de segurança e visão conservadora o coloca como a continuidade de um legado e reforça um eixo de governança firme no Irã.
Agora, compartilhe sua visão: como você vê o futuro do Irã com Mojtaba Khamenei na liderança e quais impactos isso pode ter na região?

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