O corregedor da CMS, vereador Alexandre Aleluia, detalhou o pedido de cassação contra Hamilton Assis (PSOL) em entrevista ao Bahia Notícias. O processo tem origem numa entrevista concedida por Assis após uma sessão reservada, quando o parlamentar chamou a reunião de “secreta”.
A declaração veio após o episódio de invasão na sessão, quando se debatiam os reajustes dos servidores. Segundo Aleluia, o uso da expressão gerou questionamentos, mas não configurou motivo suficiente para abertura de um processo de cassação.
“Ele deu uma entrevista no final da sessão em que utilizou o termo ‘secreto’ no sentido popular, como se fosse algo escondido. Não foi no sentido regimental”, avaliou Aleluia.
Aleluia explicou que a sessão reservada ocorreu em um contexto de confusão no plenário, o que teria levado os parlamentares a optarem pelo formato previsto no regimento interno.
“O ambiente de invasão exigia aquilo ali no momento. Não tinha como fazer no plenário, nem no auditório na hora. Realmente estava tomado e a gente ia votar. Então foi votado”, disse.
Para o vereador, Assis utilizou o termo no sentido popular, e não no sentido jurídico previsto no regimento da Casa.
“Ele utilizou o termo ‘secreto’ no sentido popular, como se fosse algo feito às escondidas. Não foi no sentido regimental. E é um vereador de primeiro mandato, às vezes realmente não conhece esse termo exato”, avaliou.
Aleluia acrescentou que a divergência política entre os dois não influenciou a decisão e que o arquivamento foi aprovado de forma unânime pelos parlamentares.
O Bahia Notícias divulga a entrevista completa com o novo da CCJ da CMS, Alexandre Aleluia, nesta segunda-feira (9), a partir das 11h10.
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